11
May 12

DOIS anos PLUS

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22
Apr 12

BOB DYLAN em Brasília

Por Eduardo Pinheiro

A voz de Bob Dylan

Cantor e compositor norte-americano faz show em Brasília repleto de clássicos sem se deixar levar pela nostalgia

Photo: Lydia Himmen

 

Ao contrário do que cansam de repetir por aí, não há nenhum problema com a voz de Bob Dylan. O show no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, na última terça-feira (17) foi justamente uma reverência à voz de um dos maiores artistas do século XX. Acompanhado de duas guitarras, um contra-baixo, bateria e uma slide-guitar, Dylan subiu ao palco pontualmente às 21h30 com uma bela versão de “Leopard Skin Pill Box Hat”. Mas foi em “Don’t Think Twice, It’s Allright” que a mágica se fez. A voz do bardo, aquecida, rompeu o alcance da estrutura de som e alçou voo, buscando, além do espaço físico do ginásio, a alma dos quase 5 mil presentes.

 

Enquanto a banda se esforçava para dar corpo a clássicos e novas composições, Dylan lançava versos com a precisão de um esgrimista. A voz torturada, rascante, rouca era usada ora como uma arma de combate tosca e violenta, ora como um instrumento de fé de um paladino que conquista homens. Os versos “Don’t get up gentlemen, I’m only passing through/People are crazy and times are strange/ I’m locked in tight, I’m out of range” declamados com um semi-sorriso no rosto mostram a gravidade do que se passava em cima do palco. A luz tênue fazia o rosto do artista desaparecer no lusco-fusco. O palco simples, a luz e a banda pareciam uma extensão da persona atual de Dylan: contido, misantropo e direto.

 

“Simple Twist of Fate”, sexta música do show, recebeu um arranjo quase mântrico e suave. A dor do desencontro presente nos versos foi atenuada pela velhice. Dylan embalava sua canção com muita delicadeza e carinho. Uma bela versão. Em “Summer Days” e “Spirit on the Water” a banda acelerou os compassos e entrou num rockabilly, envolvendo a voz de Dylan de juventude e alegria. Curiosamente, as canções estão nos discos mais recentes do compositor. Já em Hard Rain’s A-Gonna Fall a voz se sobrepôs de novo à banda. O hino anti-bélico foi entoado com a força poética de mil obuses atingindo em cheio a plateia, que vibrou em resposta.

 

Entre os vincos de luz do palco, era possível ver no rosto de Dylan o prazer em estar ali. O artista transitou entre a guitarra e o teclado, rompendo os limites físicos próprios da idade e tirando dos dois instrumentos declamações de amor à própria obra. Mas a gaita foi o instrumento usado pelo compositor para unir o presente ao passado. Dylan rememorou no som da gaita a inquieta juventude e seus discos cheios de boas novas. Reviveu cada passo de sua contraditória carreira com a força ancestral e rústica que a música folk evoca. Chama ao presente todos os dylans que já se foram.

 

E aquelas outras personas ficaram de fora quando sua voz volta. Justamente a voz áspera e falha é que impede que Dylan não seja engolido pelo passado. Com a rouquidão tomando conta do ginásio, “Ballad of a Thin Man”, “Like a Rolling Stone”, “All Along the Watchtower” e “Rainy Day Womam #12 &35″ vieram em sequência explosiva e vibrante para fechar a noite. Bob Dylan segue assumindo todos os talhos que o tempo fez.

 

 

Oscar Fortunato, Tarik Hermano, Taynara Borges, Eduardo Bueno, Eduardo Pinheiro e Marcellus Araújo, todos ainda em estado de graça pós show. Photo: Lydia Himmen

 

Review do Eduardo Bueno deste mesmo show pode ser degustado aqui

http://dylanesco.com/bob-dylan-em-brasilia-por-eduardo-bueno/

 

Review de Pedro Palazzo deste mesmo show pode ser degustado aqui

http://screamyell.com.br/site/2012/04/22/bob-dylan-ao-vivo-em-brasilia/

 

 

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26
Mar 12

Osvaldão

WIP serigrafia de Osvaldão por Oscar Fortunato

Osvaldo Orlando da Costa ou Osvaldão (Passa-Quatro, 27 de abril de 1938 — Araguaia, 4 de fevereiro de 1974) foi um guerrilheiro marxista brasileiro e um dos principais integrantes da Guerrilha do Araguaia, ocorrida na região Norte do Brasil na década de 1970.

Membro do Partido Comunista do Brasil (PCdoB), foi obrigado a viver na clandestinidade depois do golpe militar de 1964, quando passou a ser procurado por sua militância. Antes, porém, foi campeão de boxe pelo Club de Regatas Vasco da Gama, do Rio de Janeiro, e formou-se em engenharia de minas, em Praga, na Checoslováquia, onde viveu alguns anos.

 

Araguaia

Osvaldão foi um dos primeiros militantes comunistas a chegar na região do Araguaia, em 1967, com a missão de implantar uma guerrilha junto com outros companheiros. De acordo com as instruções do Partido, que pregava uma mistura dos militantes com os habitantes da região, estabeleu-se como garimpeiro, caçador e mariscador. Tornou-se, em pouco tempo, o maior conhecedor da área ocupada pelos guerrilheiros e bastante popular entre os camponeses e agricultores do Bico do Papagaio, a região no sul do Pará onde o PCdoB se estabeleceu.

Como comandante do Destacamento B, um dos três do movimento guerrilheiro, ele participou com êxito de vários combates contra as tropas do governo, a partir de 1972. Devido à sua formação militar, adquirida nos tempos em que foi oficial da reserva do CPOR (realizado concomitantemente com o curso de Máquinas e Motores na Escola Técnica Nacional – Estado da Guanabara) e de um posterior adestramento militar na China, era um dos guerrilheiros mais temidos pelo Exército.

Considerado mítico e imortal pelo povo morador do Araguaia, que o acreditava ser capaz de transformar-se em pedra, árvore ou animal foi o autor da primeira morte militar durante a guerrilha, quando durante um encontro na mata com uma patrulha do exército matou a tiros o cabo Odílio Cruz Rosa.

Osvaldão foi morto com um tiro de carabina quando descansava num barranco, em 4 de fevereiro de 1974, nos estágios finais da ofensiva militar que aniquilou a guerrilha, pelo mateiro Arlindo Vieira ‘Piauí’, um conhecido seu que na época havia virado guia das patrulhas militares. Seu corpo foi pendurado num helicóptero que sobrevoou várias áreas da região a mostrar aos caboclos locais que o ‘imortal’ guerrilheiro estava morto. Decapitado por um sargento do exército, seus restos foram deixados na mata e nunca encontrados.

Fonte: Wikipedia 

 

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24
Mar 12

PESSOAS SOLTAS

Pessoas Soltas, por Oscar Fortunato
Texto Guga Valente

Toda vez que eu vou ao Karatê, arte marcial que me ajuda a liberar meus monstros e me obriga a tentar ser melhor, vejo uma pessoa solta na rua, exposta, lambida nalgum canteiro. “Pessoas soltas” é uma agressão. Porque todos os dias faço os mesmos caminhos, pelas mesmas ruas, vejo as mesmas buzinas e ouço as mesmas cores prateadas de carros [agora são brancos, agora são brancos]. Uma pessoa solta é uma pessoa alheia à constituição da cidade como ela vem sendo constituída. Constrói como quer; interfere; inflige; provoca; instiga; ri. “Pessoas soltas” me lembram pessoas livres, pessoas desinteressadas, pessoas independentes, pessoas felizes, pessoas desobrigadas, pessoas pouco-se-fodendo, pessoas pessoas. Fico me perguntando: o que me prende? O que me limita? O que me tapa a visão periférica? Como vencer essas teias invisíveis que seguram meu corpo e não me deixam seguir? Pessoa solta. Quero ser uma pessoa solta, quero ser uma pessoa solta.

Quero pouco-me-foder.

 

 

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22
Mar 12

Março

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15
Mar 12

Plus na UOL empreendedorismo

Aprenda com pequenos empresários como fazer sucesso nas redes sociais

Izabela Ferreira Alves
Do UOL, em São Paulo

Não há fórmula mágica para conquistar seguidores ou fãs para a sua empresa nas redes sociais. Cada empreendedor deve buscar o tom mais adequado para se comunicar com seu público pela internet, de acordo com a realidade do seu negócio.

Mas é possível se inspirar em boas ideias. Conheça dez iniciativas criativas de pequenos empreendedores que tiveram sucesso ao divugar suas empresas nas mídias sociais. Eles dão dicas e ensinam como conseguiram, muitas vezes na tentativa e erro, encontrar boas estratégias para marcar presença na internet.

Como marcar presença nas mídias sociais

Lydia Himmen, tela de Rustoff atrás e arte de Ramon Rodrigues na pele por Virginia Burlesque

Lydia Himmen, dona da Plus, uma galeria de arte online em Goiânia (GO), percebeu que, para seu negócio, o pulo do gato é a qualidade da imagem associada a um conteúdo bacana.

Por isso, ela prefere participar de redes sociais que oferecem ferramentas próprias para o tratamento e compartilhamento das fotos, como Flickr, Instagram e Thumblr.

O cuidado na produção das fotografias bem como dos comentários é fundamental. “Dá muito certo fazer contato com os artistas e postar o passo a passo da criação de uma obra. Arte envolve encantamento e esse processo de transformar as matérias primas em uma peça é mágico, as pessoas gostam de saber como foi feito, quais foram as etapas percorridas.”

No blog e no site institucional, há os links para outra boa ideia: a página das exposições. O internauta vê todas as obras, lê o texto produzido pelo artista para aquela exposição, escuta a trilha selecionada para fruição das peças, preenche a lista de presença e pode fazer o download do catálogo. No blog, há também o botão para acessar a loja virtual, tudo muito clean e interligado.

 

LINK do UOL

 

Estivemos na chamada do Portal

 

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09
Feb 12

Leandro Dário na Revista Júnior

Clique na imagem para ampliar e ler

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08
Feb 12

C´est Plus

Nossa colecionadora PLUS,

Leonora Rocha Lima Nogueira.

Uma pequena amostra de seu acervo Plus, do lado esquerdo um original em papel de Rustoff, e do lado direito, um stencil direto na madeira (também original) de Oscar Fortunato.

A matéria da Zelo sobre jovens colecionadores de ARTE pode ser lida na íntegra aqui
http://plusgaleria.com.br/blog/?p=2102

Photos: http://www.joaoaugusto.com/

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20
Jan 12

SERIGRAFIA COM OSCAR

PROGRAMAÇÃO

+ Preparação de Arte final;

+ Preparação de matrizes : especificação de utilidades, diferenças de nylon, esticagem manual;

+ Apresentação de maquinário referente e suas funções;

+ Revelação;

+ Impressão: em diferentes suportes (papel, vidro, plástico, madeira, tecido, pvc, etc), com diferentes tintas;

+ Cores e encaixes;

+ Reaproveitamento de matrizes.

 


Com 23 anos de experiência em serigrafia, a intenção do artista é popularizar esta técnica milenar, fazendo com que ela tenha utilidades individuais, desde a confecção de camisetas, adesivos (stickers), até a produção artística como gravuras (múltiplos) e originais.

Uma gravura 100% feita pelo próprio artista é infinitamente superior à qualquer impressão executada por uma máquina. Ou ainda por terceiros.

DO IT YOURSELF!

Além dos materiais utilizados durante o curso, cada participante ganhará um KIT como este para praticar.

INVESTIMENTO

R$ 300,00 (trezentos reais), sendo

50% do valor (150,00) para confirmar sua participação

50% restantes, no primeiro dia de aula

NÃO PRECISA TRAZER NADA. OFERECEMOS TODOS OS MATERIAIS NECESSÁRIOS!

 

Para mais infos contato@plusgaleria.com

 

SÃO APENAS 5 VAGAS.

O curso acontecerá nos dias 28 e 29 de JANEIRO de 2012, sábado e domingo, das 13h30min às 18h30min, na Plus Galeria.

Rua 114, 70. Setor Sul.

Google Maps

62 3278-2582 / 8428-3867

 

Fotos do primeiro curso podem ser vistas aqui

 

Jornal O Popular, coluna Spot, 25 de janeiro de 2012

 

Visite o site do artista

http://www.oscarfortunato.com/

 

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03
Jan 12

Jovens Colecionadores de ARTE, na ZELO mag


Foto: Angela Motta

 

JOVENS COLECIONADORES DE ARTE

Por Andrea Regis

 

Eles estão entre os 30 e 40 anos de idade e escolheram colecionar obras de arte, fazendo emergir um tímido, mas promissor, movimento no mercado local.

 

Com bom humor, Frederico Telho nem hesita em contar que, para a família, ele não passa de um louco. Assim o advogado e servidor público federal é considerado por ter as paredes repletas de obras de Arte – do chão ao teto – com a cumplicidade e aval da esposa Eloína.  Aos 32 anos, Frederico é apenas um dos representantes de uma nova geração de consumidores de Arte que desponta em Goiás. Eles são jovens que elegeram como um dos grandes prazeres da vida serem colecionadores de Arte.

 

O ano de 2006 foi o divisor de águas. “Entrei no Atelier Galeria de Arte e Molduras, em Goiânia, e vi um quadro de Antônio Poteiro, no cavalete: era Ciranda de Anjos, de 2002, com fundo azul, diferente das outras do artista. Perguntei se haviam deixado para trocar a moldura e o dono do local (hoje, meu caro amigo senhor Ronaldo), disse que era para vender, em consignação. Minha sogra, Maria do Rosário, me acompanhava e incentivou a comprá-lo. Não hesitei! Foi minha primeira obra de Arte e pela qual tenho um carinho especial. Assim, sem saber, me permiti. Deixei que minha adoração pela Arte fluísse e que eu pudesse adquirir outros trabalhos”.

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