August, 2010


31
Aug 10

“intervenção máxima” em fábrica abandonada – Sto. André

- Mais uma constribuição do amigo tatau

No próximo domingo (29) a cidade de Santo André, no ABCD paulista, vai ganhar um pouco mais de cor em uma das suas áreas mais degradadas. Aproximadamente 200 artistas irão realizar a já proclamada “Intervenção Máxima”, um evento que tem como propósito alertar a população para a questão do abandono da cidade. O lugar escolhido foi uma antiga fábrica, na Avenida Industrial (próximo a estação de trem Prefeito Saladino), entregue ao descaso e ao mau aproveitamento há mais de 20 anos.

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29
Aug 10

EXPOSIÇÃO DO TUNGA, NA BAHIA

Por Octaviano Moniz

Os artistas Octaviano Moniz e Diego Cardoso

Jantei ontem as 6:30 PM. E você com isso? Sei, mas calma aí, comi salada e bife grelhado com verduras, estou acima do peso e, alem disso, velho, careca e de óculos nem o diabo quer. Tudo isso para chegar a tempo na expo de Tunga e ter onde parar o carro. Tem seguro, mas sou só um pouquinho paranóico. Parei na porta do prédio onde ACM morava, pra fechar o corpo. Mãe Stella sempre me disse: a pior macumba é o olho alheio.

Não precisava tanta antecipação, tinham vagas de sobra e uma voz me disse : – Octaviano (ela não conhece meu apelido) é exibição de arte contemporânea. Entrei com minha pontualidade britânica e estava vazio. 7:00PM, o artista famosésimo mundo afora, e que considero junto a Cildo,Waltercio e Zé Resende os tops do Brasil de hoje [nada de brigas menino(a)s]. Mas o público (ou seria tribo?) queria ver o realismo soviético, quando lotam certas galerias e e museus locais. Olho com tristeza, pois sei que não é uma questão de horário mas de educação do olhar artístico ,que deveria ter começado na escola. Na Inglaterra, agora as crianças terão 10h semanais para visitar museus, ateliers e terem aulas de arte. Mas nosso país é pobre. É mas nem os ricos, nem os novo-ricos, apareceram. Eu era dos mais velhos no salão. 8 PM e só a garotada ligada às artes plásticas. Pior nem os artistas locais compareceram. Dá para citar os que foram. Preconceito? Sei lá, os artistas tendo uma oportunidade de verem uma criação ousada, fora dos padrões, motivo de inspiração, preferiram ficar em casa vendo Passione, tenho certeza. Ou como era sexta feira, dia de branco, enchendo a cara em algum bar e falando mal da expo. Sem ver. Por isso, a Bahia não teve ninguém na Bienal de SP, no Premio PIPA, os artistas não se interessam, não têm tesão pela arte mas sim  por vender, ganhar prêmios, se autopromover… querem exclusividade de mercado. Só pode exibir se for baiano. Então, perde-se o intercambio, a troca de informações, a oportunidade de tirar algum proveito para o próprio trabalho. Isso me irritou, mas conheço o ego dos artistas e seu modus operandi, do qual já fiz parte. Similar aos surfistas “black-trunk” do Hawai, a praia é minha e só surfa minha galera. Perderam, pois Tunga é super simples, fala com todo mundo, nem parece o star que ele é, e você artista tendo orgasmos com a novela da Globo. Depois não reclame que seu trabalho não sai do quintal. É dando que se recebe. Sobre a ausência da pseudoburguesia baiana nem vou perder meu tempo. Eles ainda estão no pré-impressionismo, esperando Van Gogh cortar a orelha para despertarem. São ricos em dinheiro, mas pobres ignorantes de alma. Se fosse uma exposição de bolsas Hermes ou scarpins Loboutin, a casa estaria lotada. Para os homens sugiro uma mostra de relógios Rolex. Falsificados. Sr.Secretario de Cultura, vamos dar a Cesar o que é de Cesar: a baianada  é cafona até cair, eles querem arte acadêmica, nem preciso citar nomes, mas tem que ser bem colorido e decorativo. Pena não poder colocar o vídeo Triste Bahia (com poesia de Gregório de Matos) do Youtube, no texto. Fica para o futuro. Então já terei morrido e tenho dúvidas, será que a Bahia vai continuar acadêmica? Estará a explicação nos gens alelos baianos? Desculpe Tunga. A expo estava soberba. Obrigado por ter vindo.

Aqui, podemos colocar o video, Tatau – obrigada pelas palavras.

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24
Aug 10

CASA TOMADA

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19
Aug 10

Carlos Rezende na PLUS

Carlos Rezende e mural feito em parceria com Sol LeWitt

- Por Tárik Hermano

O artista mineiro Carlos Rezende, residente em São Paulo e na Itália, tem agora obras na PLUS. Para você que não conhece, Carlos Rezende é um artista multimídia. Trabalha com desenhos, murais geométricos, gravuras, afrescos –  estudados na Accademia di Belle Arte di Roma –, tintas, objetos (preferencialmente o cubo, forma pesquisada pelo grande artista conceitual e minimalista Sol LeWitt, com quem trabalhou na confecção de murais), textos e fotografias.

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16
Aug 10

Palestra “Arte no Espaço Público”, com Marc Pottier

Por Tarik Hermano

Acontece hoje, em Brasília – 19:00h, a Palestra Arte no Espaço Público, com o curador francês Marc Pottier. Pra quem não sabe, o francês, que tem uma vasta experiência em curadoria e exposições na Europa, Estados Unidos, Japão, Oriente Médio e Brasil, vem trabalhando há um tempo com a Arte Pública. Esse conceito que vem ganhando cada vez mais força ao redor do mundo explora a força do diálogo artístico inesperado, tomando de surpresa o espectador num jardim, ou “museu ao céu aberto”, sem muros, sem barreiras. Discutamos agora, os seus limites.

Vale a pena conferir, quem tiver a chance.

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15
Aug 10

Em memória de Benedetti – por Tárik Hermano

Mario Benedetti

Mario Benedetti

Hoje fazemos um post um pouco diferente do que normalmente faz-se aqui na PLUS, embora eu não veja tanta diferença assim. Se esse é um local em que normalmente fala-se de arte, falemos hoje de Literatura.

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13
Aug 10

Bienal da Bahia – A volta dos que não foram

Xilogravura de Calasans Neto

Iniciando os (meus) trabalhos aqui no blog, não vejo melhor maneira do que com o fôlego e conhecimento do já amigo Octaviano Moniz, deliciem-se.

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11
Aug 10

DOC ” A OBRA DE ARTE” EM GOIÂNIA

A prefeitura de Goiânia e o Goiânia Ouro em parceria com a Plus Galeria convidam para a exibição do documentário A OBRA DE ARTE, que acontecerá dia 20 de agosto de 2010, às 20 horas, no Centro Cultural Goiânia Ouro, dentro da 1º Grande Revirada Cultural de Goiânia – Arte a Gosto.

O documentário tem a duração de 71 minutos e logo na sequência faremos uma mesa redonda com o diretor Marcos Ribeiro e com o maestro Antonio Saraiva, que virão para Goiânia especialmente para esta exibição.

ENTRADA FRANCA

http://www.goianiaouro.com/

SOME CONOSCO!


“A obra de arte”, do diretor Marcos Ribeiro, mostra o processo de criação de sete dos principais artistas plásticos do Brasil: Eduardo Sued, Carlos Vergara, Beatriz Milhazes, Cildo Meireles, Waltércio Caldas, Tunga e Ernesto Neto.

O filme responde a duas perguntas principais: Como nascem e prosperam as obras de arte? O que são obras de arte? As respostas surgem em visitas aos ateliês dos artistas plásticos. Marcos Ribeiro colheu depoimentos, imagens, performances, gentilezas e surpresas em filmagens inesquecíveis.

O documentário revela a descoberta do mundo das artes plásticas pelo diretor, e como este mundo pode ser entendido e apreciado por todos. Numa linguagem fluente e afetiva, com planos longos e música especialmente composta para o filme, ele conduz o espectador através dos ateliês e do pensamento dos artistas. E os artistas, ao falarem de suas ideias, mostram os procedimentos e métodos na produção de suas obras de arte.

Com produção da jornalista Helena Lara Resende, música do maestro Antonio Saraiva, direção de fotografia de Manuel Águas e direção e montagem de Marcos Ribeiro, o filme, com “suas imagens e depoimentos únicos, é capaz de revelar, entreter, emocionar e sugerir reflexões além das artes plásticas, de uma maneira delicada e original”, afirma o diretor.

A Obra de Arte – The Work of Art, 71’
2009

Ficha técnica
Artistas protagonistas:
Beatriz Milhazes, Carlos Vergara, Cildo Meireles, Eduardo Sued, Ernesto Neto, Waltércio Caldas e Tunga
Produção: Helena Lara Resende
Motion design: Caco Moraes
Direção  de fotografia: Manuel Águas
Música: Antonio Saraiva
Direção e montagem Marcos Ribeiro
Versão inglês:
Legendagem: Vladimir Freire
Finalização HD: Condomínio( Bernardo Varela)
Mixagem: Meios e Mídia

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9
Aug 10

Meu Ourinol de Ouro

Arte – Guido Cavalcante
Texto – Octaviano Moniz
Revisão – Tarik Hermano

De volta às letras. Elas me querem. Mas causam uma confusão infernal. Sobre? Arte é meu prato principal, sem espinhas, please. E garfos de peixe. Sou snob. Como todo bom artista. Não sofro da síndrome de Fabiano de Vidas Secas que sabia ser  um animal. De quatro patas. Por hora tenho duas e uma língua quilométrica. Ontem no almoço, minha mãe, poliglota e culta, soltou a seguinte pérola: “arte é para decorar”. Ativou meus neurônios e tentei explicar pela Teoria da Formatividade de Pareyson que ia mais além. Perda de tempo. E ela é antenadésima em design e moda, curte as tendências da moda e sabe que uma coleção de Dior envelhece rápido.

Pois bem, assim é com a arte. O século XX veio a galope, as vanguardas se sucederam e hoje vivemos num pós tudo onde o conceito às vezes é mais relevante que a obra. O conhecimento antes da expressão. O pior é que ela não está só aqui na Bahia, onde habito por ora. As galerias e decoradores se esmeram para achar quadros que façam pendant com as cortinas. Esculturas só de orixás para proteger a casa e seus rebentos. Vivemos ainda numa época pré-impressionista quando, com o advento da máquina fotográfica, o caráter de retratar o real perdeu a razão de ser. Aqui não, o importante é a paleta de cores do pintor e o colecionador chega e pede um quadro verde que combine com seu papel de parede. Os artistas ainda estão coibidos de colocar suas impressões na tela, o que ocorreu em 1890 na Europa, isto como diria Hitler é uma arte de degenerados, temos que ser fieis ao real. A fotografia é um hobby.

Mega empresários saem em busca das pérolas da arte acadêmica baiana. Enquanto Picasso estava devorando tudo com o cubismo os artistas baianos, que chegaram a viajar ao velho continente se esmeravam em ser uma máquina fotográfica, made in China. Qualidade zero. As galerias da boa terra promovem leilões suntuosos, com salmão e whisky 18 anos. Acredito se algum estrangeiro que freqüente o circuito das artes entrar pense ter entrado no túnel do tempo e vai surtar. Artistas brasileiros como Helio Oiticica, Ligia Clarck, Ligia Pape, ou mesmo Beatriz Milhazes e Eduardo Berliner alcançam cifras que somado o total do leilão não chegam perto.

Cada dia mais a arte neo concreta carioca é estudada e valorizada,exposta em museus de todo o mundo, mas escondida pelos marchands locais para não perderem suas viagens de navio de fim de ano, nem as temporadas de ski. Até quando eles conseguirão enganar estes colecionadores? O que me causa espécie é que muitos viajam muito, será que não freqüentam a Saatchi Gallery, a Gagosian, o PS1 em NY, o Beaubourg em Paris e outras mecas da arte? Os artistas locais tem que se adequar e se quiserem ter vida boa tem que pintar com tons pasteis, aceitar encomendas que combinem com o vaso sanitário e fazer pintura decorativa. Por isso não tivemos nenhum artista chamado para a Bienal de Sampa 2010, nem no Prêmio PIPA-MAM-RJ.

Goebbels, ministro da Comunicação de Hitler, dizia que uma mentira dita varias vezes vira verdade. É o que fazem estes marchands, com um olho no quadro decorativo, outro na pista de ski de Aspen. E o colecionador? Leva seu objeto de decoração para casa, como um abajour, ou um ourinol. Sem o sentido Duchampiano. A arte baiana é controlada por uma máfia de poucas galerias que, como papagaios treinados e bem trajados dizem: “Oh, está lindo, vai ficar um luxo com seu tapete persa”. Desculpem, vou procurar meu ourinol e fundar a arte conceitual na Bahia… Plagio? Pense num absurdo, já aconteceu na Bahia.

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8
Aug 10

BAR CODE ART

Por Guido Cavalcante, no Facebook


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