September, 2010


27
Sep 10

Ilustra-dores e Arte-istas

- Por Tárik Hermano

Ze Otavio - Dark Side

A pergunta é antiga e a resposta ainda está soprando no vento, embora cada um de nós ouça uma coisa diferente: o que é fazer arte?

Para alguns, a coisa se foca na expressão. Há aqueles que priorizam o domínio da técnica. Enquanto uns ainda estão presos numa estética do “belo”, outros já passaram pelo “intenso”, pelo processo, pelo “feio”, pelo meio e se esqueceram do fim – a obra.

Afinal, se na renascença a coisa estava muito bem definida em seus mínimos detalhes (suporte, tinta, técnica, motivo, objeto, cor, luz e composição), hoje carregamos o pesado fardo dos revolucionários que não queriam limites para a sua criação – o pesado fardo da liberdade, da falta de parâmetros que nos coloca na tênue linha entre arte e “aquilo que qualquer macaco pode fazer com tinta e pincel”.

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23
Sep 10

http://www.sanrio.com.br/expo50anos/

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23
Sep 10

Luda + Plus + Soma

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15
Sep 10

Luda na PLUS

A Luda é uma ilustradora e artista brasiliense morando em São Paulo que sempre quis ser artista. Desde criancinha, todo esse imaginário das artes faz parte de sua vida. Se quando criança o estereótipo infantil do gambazinho francês de boina na cabeça e paleta na mão se fixou em sua cabeça, hoje ela usa esse imaginário pra criar um mundo lúdico, colorido, sonhador, onde se reconhece a realidade, mas percebe-se que ali, naquele instante, dentro do momento de apreciar seu desenho, tudo é possível. Continue reading →

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14
Sep 10

VACA AMARELA

Amanhã e depois tem oficina de Stencil, na Fabrika de Cultura Coletiva (rua 3, do Centro, quase esquina com a Araguaia), com nossos artistas PLUS – Diogo RUSTOFF & El MENDEZ. Dentro da programação do Vaca Amarela. COLA LÁ!

http://fosforocultural.com.br/vaca/oficinas.html#vacaamarela

STENCIL

Facilitador: Rustoff

Nesta oficina o participante terá a oportunidade de confeccinar as máscaras de stencil e de utilizá-las numa intervenção urbana no local de realização.

Local: Fábrica Cultura Coletiva – Rua 3, Nº456 – Centro.

Capacidade: 15 alunos por turma (uma turma por dia)

Horário: 15:00-18:00

  • 1 folha de papel cartão duplex
  • 1 estilete
  • 1folha de papel carbono
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    14
    Sep 10

    METRÓPOLIS

    65 obras serão apresentadas na 1ª Bienal Internacional de Grafitti Fine Art no MuBE — Museu Brasileiro de Escultura.

    O Metrópolis é um programa da Tv Cultura. Mais informações em: http://www.tvcultura.com.br/metropolis

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    12
    Sep 10

    SAIU HOJE NA FOLHA

    via Octaviano Moniz
    Mercado da arte vive boom pré-Bienal

    MARIANA BARBOSA
    FOLHA DE  SÃO PAULO-DOMINGO-12/9

    Centenas de colecionadores estrangeiros e diretores de instituições internacionais de prestígio, do MoMa à Tate, chegam ao país na semana que vem para a abertura da 29ª Bienal de São Paulo.

    As dezenas de jantares e de visitas guiadas a galerias que os esperam são apenas parte de um momento oportuno para a arte brasileira, que já movimenta estimados R$ 200 milhões por ano.

    Desde o início da década, o mercado tem crescido a um ritmo de 50% ao ano. Diversas obras se valorizam a 30% ao ano, deixando para trás outras aplicações de risco. A força econômica do setor não passa despercebida.

    “O Brasil está na moda e as pessoas percebem que ter arte em casa é um luxo”, diz a galerista Luisa Strina, dona da mais antiga galeria de arte contemporânea de São Paulo. “Primeiro, as pessoas têm de ter casa, carro; depois, um carro melhor. A arte é o último luxo. Um luxo necessário, que te faz pensar.”

    Luisa afirma que, há menos de dez anos, vendeu um trabalho da série Metaesquema, de Hélio Oiticica, por US$ 5.000. Na última edição da SP Arte, feira que reúne galeristas de todo o país, um Metaesquema similar estava à venda por US$ 250 mil.

    “A arte se tornou um ativo muito interessante. Tem muita gente querendo comprar e pouca gente querendo vender”, avalia Jones Bergamin, da Bolsa de Arte.

    Nem mesmo a crise internacional, que levou a uma retração do mercado de arte europeu e americano da ordem de 30% no ano passado, fez os preços dos artistas brasileiros caírem. “O mercado continuou crescendo, mas o ritmo de alta foi reduzido”, diz Bergamin. Ele estima que o mercado deva crescer entre 10% e 20% neste ano.

    VALORIZAÇÃO

    Depois que a tela “O Mágico” (2001), de Beatriz Milhazes, alcançou a marca de US$ 1 milhão em um leilão da Sotheby”s, em 2008, o mercado de artes passou a atrair investidores interessados puramente no potencial de valorização das obras.

    A Plural Capital, butique de investimentos formada por ex-sócios do Pactual, está estruturando um fundo de investimentos de R$ 50 milhões para artes plásticas -o Brazil Golden Art. Com prazo de cinco anos, o fundo pretende passar os três primeiros anos adquirindo obras de artistas contemporâneos, e os dois últimos vendendo.

    Heitor Reis, um dos sócios do fundo, diz que já captou 80% do total. “Se analisarmos os últimos dez anos, os investimentos em arte tiveram uma valorização muito superior à da Bolsa.” De 1999 a 2009, o Ibovespa subiu, em média, 26,03% ao ano. O BGA não foi às compras, mas Reis já pensa no lançamento de um segundo fundo.

    No mundo das galerias, já começam a surgir histórias de especuladores, que compram na galeria e logo em seguida colocam a obra à venda em leilão.

    Mas nem só de especuladores e investidores profissionais vive o mercado. Se há 20 anos dava para contar nos dedos o número de colecionadores sérios, hoje eles passam de mil.

    Novas galerias surgem a todo instante -eram 50 no eixo Rio-SP no início da década. Hoje são 90. A arte está na abertura da novela da Globo ["Passione"], com trabalho de Vik Muniz.

    A Bienal tenta aproveitar esse bom momento, depois de cancelar seu evento dedicado à arquitetura e sofrer o vazio na edição de 2008.

    Sob comando de Heitor Martins, sócio diretor da consultoria McKinsey, a fundação arrecadou R$ 45 milhões.

    O evento deverá movimentar a economia da cidade de São Paulo em mais de R$ 250 milhões em gastos de turistas -o segundo evento mais importante da cidade, atrás apenas do GP de Fórmula 1, que gira R$ 260 milhões.

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    6
    Sep 10

    Bienal de SP, a ARTE pode MUITO!

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    2
    Sep 10

    Sustentabilidade, e eu com isso?

    Por Luciano Drehmer

    Print – 1,20×1,80m
    Curadoria: Rico Lins e André Stolarski

    Fomos a única espécie a criar uma civilização tecnológica nos 4,6 bilhões de anos de história do nosso planeta. Escrevemos livros, encontramos o DNA, nos expressamos através da arte. Somos raros, quase improváveis. Não é absurdo considerar o surgimento da nossa meta-cognição como um dos eventos mais significativos desde o surgimento da vida.

    Inspirada nos fractais¹ de Weierstrass e Mandelbrot e na teoria da evolução² de Charles Darwin. Essa peça gráfica faz uma ode às idéias sofisticadas que o ser humano foi capaz de desenvolver, descobrir e compreender. Sugerindo através dos conceitos da recursividade³ e da vida que talvez, a melhor forma de nos preservar seja a reconstrução da própria natureza, agora, uma responsabilidade humana.

    ¹ Objeto que pode ser dividido em partes, cada uma das quais semelhante ao objeto original.
    ² Mudança das características hereditárias de uma população de uma geração para outra.
    ³ Processo de repetição de um objeto de um jeito similar ao que já fora mostrado.

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