February, 2011


23
Feb 11

MANIFESTO DA AGAV, encaminhado ao atual presidente da Agepel

Palácio das Artes, Centro Cultural Oscar Niemeyer

AGAV – Associação Goiana de Artes Visuais

Agepel – Agência Pedro Ludovico (em Goiás, não há Secretaria de Cultura, e sim uma Agência. E talvez daqui alguns dias, nem isso! )

A cultura é direito e tão essencial como comida, moradia, meio ambiente, educação e saúde e, como tal, exige ações exeqüíveis para todos, como resposta às necessidades básicas para plena realização da condição humana. É através da arte e da cultura que adquirimos mais conhecimentos e melhoramos as condições de criação e interpretação criativa do mundo. Isto posto nos cabe provocar uma tomada de atitude por parte das pessoas. Promover o encontro de grupos/ pessoas e diferentes espaços, fomentando a articulação social política tendo como norte o intercâmbio cultural e a troca de conhecimentos e experiências. Promover o acesso dos grupos às tecnologias mais atualizadas de produção digital e comunicação propiciando também o acesso aos conhecimentos para reutilização de materiais de matereciclagem e uso de softwares livres. E ainda provocar à atuação política destes grupos através da arte, tecnologia e apropriação dos meios de produção e difusão de informações, através da realização de ações, efeitos estéticos e manifesto político, em espaços públicos das periferias das cidades, antes restritos às galerias de arte e ao público “especializados”. Utilizar paredes desses espaços para os grafiteiros, invadir praias dos artistas plásticos, revolucionar e incluir, afinal onde eles vão expressar suas manifestações da arte?

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14
Feb 11

Na Periferia do Punk

When the outsider turns to himself he sees the world. Oscar Fortunato is the punk’s outsider. His work shows a cutting look on things, but always with his peculiar poetic refinement. The motto is do-it-yourself. This exposition is like a self portrait. Skulls, the never ending praise to resistence, sound systems, sentences sprayed throughout the canvases and several, several layers of irony, sensitivity and revolt towards the present insane world.

Oscar is not happy with the comfortable position of the observer in art. Neither is he happy with comfortable titles he is given. That’s the reason why even within the Punk, Oscar’s interests lie upon the outskirts of thought. It’s from this grounds that he gives us his view on death, opression, chaos. And, out of this borderline position, Beauty rises. Resistence as existence’s flag. Chaos as a natural condition for creation. Death as a reminder of life. What’s sublime lasts.

If they’re selling postcards of the hanging, here the invitations are being silk-screened by the artist himself. In this exposition – celebrating Oscar’s 40th birthday – there will be oil, spray, stickers, silk-screen on canvas and things. Tipography, city plans, overlapping on canvas. Everything made by an artist who takes part in the production of his work and also his show, which will be more than paintings on the wall. A happening with live music, DJs, apocalyptic trumpets and some other surprises, on Feb. 15th, at Marcos Caiado Art Gallery, which will, unfortunately, close after this exposition.

Tarik Hermano

Exhibition: Na Periferia do Punk
Artist: Oscar Fortunato
Where: Marcos Caiado Galeria de Arte, Goiânia, Goiás, Brasil
Opening: 15th February 2011. Special Guests: Vida Seca (live performing), DJs Bruno Abdala, Ivan Pedro, Glau-kushi.  Trumpet by Reinaldo Punk.
When: from 15th to 25th February 2011

Art Works – http://www.flickr.com/photos/oscarfortunato/sets/72157626073503068/

Happening – http://www.flickr.com/photos/oscarfortunato/sets/72157626073621986/

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8
Feb 11

VIDA SECA + NA PERIFERIA DO PUNK


Photo: Elisa di Garcia, Cenário: ZèCésar

Participação Especial da banda na expo ” NA PERIFERIA DO PUNK” de Oscar Fortunato

Apresentação

O grupo VIDA SECA surgiu em 2004, formado por ex-integrantes de um bloco de percussão que usava lixo e materiais recicláveis como instrumentos musicais. Seguindo esta idéia o VIDA SECA busca explorar novos timbres e sonoridades com o lixo e a sucata, pesquisando e relendo ritmos brasileiros e latino-americanos, com influências da música pop e contemporânea.

O quarteto formado por Danilo Rosolem, Igor Zargov, Ricardo Roqueto e Thiago Verano compõe músicas, produz instrumentos e ministra oficinas com o projeto “Lixo Ritmado, Batuque Reciclado”, que desenvolvem desde o ano de 2006. Buscam com estes trabalhos instigar as pessoas para nossa realidade social e ambiental, por meio de um discurso artístico e pedagógico que questiona e propõe ações.

Trajetória

Em 2008 o Vida Seca lançou seu primeiro cd Som de Sucata , produção independente, que traz sete composições do grupo. O Vida Seca também participou do cd Ópera de uma Vida Seca do grupo matogrossense Triêro , compondo o arranjo e tocando na música Lixo , letra de Anthony Brito, do Triêro.

O Vida Seca já se apresentou e ministrou oficinas em eventos como a etapa de Goiânia do Circuito Cultural Banco do Brasil 2007; Festival de Cultura em Nova Xavantina, Mato Grosso, em 2006; no 24 Horas de Cultura na UFMT 2006 e 2007 em Cuiabá, Mato Grosso; no Espaço Fora do Eixo e na Casa Cuiabana em 2007, Cuiabá, Mato Grosso; Projeto Segunda Aberta, Teatro Goiânia Ouro, Goiânia, 2007; no Canto da Primavera 2007, em Pirinopólis, Goiás; Ato em Memória do Acidente Radioativo do Césio 137 junto ao Porquá? Grupo Experimental de Dança, Goiânia, 2007; Projeto Eu Faço Cultura 2008 , Goiânia, Goiás; Festival Vaca Amarela 2008, Goiânia, Goiás; Lançamento do CD no Botiquim Blues em 2008, Taguatinga, DF; Lançamento do CD no Balaio Café em 2008, Brasília, DF; Semana do Meio Ambiente 2008 Transpetro/Petrobrás realizando turnê com shows e oficinas nas cidades de Senador Canedo-GO, Brasília-DF, Uberlândia e Uberada-MG e Ribeirão Preto-SP; Carnaval de Rua de Goiânia 2007, 2008 e 2009; Lançamento do CD no Sarau do Calouro Lunático março de 2009, UFMT, Cuiabá, Mato Grosso; II Forúm Cultural da Unesp , maio de 2009, Presidente Prudente, São Paulo; Dia Mundial do Meio Ambiente Sesc, junho de 2009, Anápolis, Goiás. Feira do Empreendedor Sebrae Goiás 2009, Goiânia; Canto da Primavera 2009 , Pirenopolis, Goiás.

No mês de outubro de 2009 realizou sua primeira turnê internacional por 6 cidades em Portugal : Almada, Braga, Lisboa, Porto, Seia e Seixal. Participou de eventos como o Cine Eco, em Seia, de um intercâmbio com o grupo de percussão tradicional portuguesa Tocá Rufar e do concerto Triptico, em parceria com o projeto Open Gate 5 , no Porto. Além das apresentações musicais ministrou oficinas para alunos de escolas públicas em Seia e Braga e workshops para os integrantes da orquestra Tocá Rufar. Em novembro de 2009 teve a honra de abrir o show do mago Hermeto Pascoal , durante o 15º Goiânia Noise Festival.

Em 2010, nos meses de janeiro e fevereiro, participou do projeto Ciranda Cultural do Cerrado , que percorreu o interior do estado de Goiás e a capital Goiânia, oferecendo shows e oficinas e promovendo o debate sobre o reconhecimento do cerrado como patrimônio do bioma brasileiro. Durante o carnaval realizou apresentações nas cidades paulistas de Dobrada e Taquaritinga.

No mês de maio se apresentou na edição 2010 do Festival Bananada, em Goiânia, e em seguida partiu para sua segunda turnê em Portugal, onde participou do Festival Internacional de Percussão Portugal a Rufar, no Seixal; da Festa Caldas Late Night, em Caldas da Rainha e realizou apresentações em diversas espaços como a Casa Viva, no Porto; Insólito Bar, em Braga; Carpe Diem Bar, em Santo Tirso; e intervenções nas ruas de Lisboa. Também ministrou oficinas na cidade de Braga, no Jardim de Infância Panoias. Para esta viagem o Vida Seca foi contemplado pelo Programa de Intercâmbio e Difusão Cultural do Ministério da Cultura.

Atualmente o Vida Seca está produzindo seu primeiro DVD , projeto contemplado pela Lei Goyazes de Incentivo à Cultura de Goiás . No dia 10 de julho foram foi realizado o espetáculo Som de Sucata , no Circo Lahetô em Goiânia, que foi registrado para este trabalho. Também farão parte curtas-metragens que estão em produção, dois deles em parcerias com dois grupos artísticos de Goiânia, o Porqua? Grupo Experimental de Dança e o Grupo Empreza , além de um documentário sobre o projeto de oficinas Lixo Ritmado, Batuque Reciclado.

Mais informações e contatos:

www.vidaseca.com.br
vidaseca@gmail.com
Produção : (62) 4141-3163 / 8451 1167
Assessoria de imprensa : (62) 8455-3843

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7
Feb 11

Entrevista Concedida a Alex Mateus

E publicada no site Sijoga

Plus Galeria é um espaço virtual que se baseia no comércio facilitado e transparente de obras de arte, como pinturas, desenhos, objetos, gravuras, monotipias, assemblages, entre outros. Com a participação intensa de mais de trinta profissionais envolvidos no projeto, uma espécie de galeria ultracontemporânea. Com alguns cliques o público interessado pode conhecer mais sobre as obras de arte expostas na própria casa e ainda adquirir trabalhos dos mais diferentes artistas. Uma facilidade a mais para se democratizar a arte.

Photo: João Augusto

Atuando no mercado goiano desde maio de 2010, a Plus Galeria ganha reconhecimento por sua atuação no mercado de obras de arte. Segundo as palavras de sua idealizadora, Lydia Himmen, o projeto é ainda um bebê. Mas um bebê que já chama muita atenção de todos. Diversos artistas participam da Galeria e fazem do espaço virtual uma mescla de cores e criatividade, entre eles estão Adão Iturrusgarai (sim, este mesmo: o pai da Aline), Amorim, Carlos Rezende, Dalton de Paula, Ebert Calaça, El Mendez, Fernando Carpaneda, Galvão Bertazzi, Lupe, Oscar Fortunato, Rodrigo Flávio, Rustoff e Zé César.

Lydia Himmen concede uma entrevista na qual fala um pouco sobre sua trajetória e sua relação com a arte.

Quem é Lydia Himmen? Fale um pouco sobre você e suas experiências cotidianas de vida com a arte.

Foi a partir de 1995 que comecei a atuar profissionalmente na área cultural, em Goiânia. Na época da Escola Técnica e por causa de dois caras incríveis: Henrique Rodovalho e Sandro diLima, nomes importantíssimos na cena cultural da cidade. Um tempo depois, com muitas viagens ai nesse entremeio, eu comecei a escrever sobre música eletrônica. Escrevi para vários veículos importantes, o mais deles certamente foi a MTV – durante um ano fazia as cabeças (aberturas de bloco) do AMP, que infelizmente não existe mais na grade da emissora. E eu fazia isso morando em Goiânia, que sempre foi respeitada pela cena de música eletrônica que tem. Em 2000, junto com o amigo Max Miranda, fizemos uma pocket impressa chamada Little – especializada no assunto – que teve, entre cinco edições, uma com circulação nacional. Todas gratuitas. Também produzi vários eventos no decorrer destes anos, e posso citar o eletronica.mente como meu preferido – era semanal, gratuito, uma iniciativa única no País, que acontecia às sextas no Centro Cultural Martim Cererê, à convite de Carlos Brandão, O CARA da cultura goiana. O eletronica.mente deixou uma marca e um legado: muita coisa boa aconteceu ali e a partir então. Tenho muito orgulho de todas as suas crias. E foi lá que conheci o Oscar Fortunato. Nos casamos e isso já  tem sete anos… o tempo realmente voa.

Qual a influência das artes visuais e plásticas na sua vida?

Sempre gostei de Arte. Tanto é que me casei com um artista plástico. Isso significa que eu acompanho, muito de perto, a produção de um artista profissional, com um trabalho 100% autoral, que ao contrário de muitos não terceiriza nenhuma etapa de todo o processo, da criação à obra de arte pronta. Isso é escola!

De onde veio o interesse em trabalhar com obras de arte?

No início de 2009, abrimos o Atelier Oscar Fortunato, no Setor Sul em Goiânia. Eu era gerente de marketing de uma empresa de segurança com mais de mil funcionários e sai do emprego para formalizar algo que já  acontecia há alguns anos: cuidar da carreira do Oscar. E os amigos artistas sempre me respeitaram muito – reciprocidade de uma convivência harmônica. E sempre insistiram comigo para cuidar também de suas carreiras. Como eu acredito MUITO na coletividade, e adoro dizer que bem acompanhados vamos para QUALQUER lugar, a Plus realmente foi inevitável, dentro de uma sequência de ideias que pretendo executar.

Qual a linha de segmento que as obras de arte da galeria seguem?

Temos desenhos em várias técnicas (pastel seco, pastel oleoso, spray, nanquim, acrílica, óleo), objetos, telas (acrílico e óleo), gravuras, monotipias, serigrafias, assemblages, em diferentes formatos, incluindo grandes. Mais de vinte artistas plásticos integram hoje o coletivo, somando neste exato momento cento e sessenta e oito obras.

A absorção e entendimento da obra de arte é algo extremamente pessoal e na maioria das vezes considerado difícil pelas pessoas leigas no assunto. Com o crescente aumento da interatividade tecnológica informacional, o público tem recebido com maior facilidade novas ideias e conceitos. Você acha que a interação de tecnologia (internet) e obras de arte tem facilitado esta inter-relação?

A Internet não facilitou só isso, facilitou tudo. E eu gosto muito deste ambiente, sou online desde 1995. Quando soube que existia tal coisa, imediatamente aderi. Neste inicio, pouquíssimas pessoas tinham e-mail, site, não havia nenhum serviço disponível de bancos, lojas online. Acompanhei toda essa evolução bem de perto. As redes foram ficando cada vez mais sofisticadas e hoje tenho conexões incríveis, muitas delas apenas possíveis graças à Internet. Sou apaixonada. Sempre fui!

Manter uma galeria virtual pode ser considerada uma tentativa de luta contra o desinteresse de algumas pessoas sobre a arte?

Luta? Não, é prazer. Tem pessoas de todos os tipos no mundo, e eu acredito que haja espaço para todas elas. Pessoas desinteressadas sempre vão existir. Eu quero me aproximar de gente interessante, que se não tem (ainda) um olhar treinado, que tenha uma cabeça aberta para o novo. A arte trata do novo, não da novidade emergente que a mídia trata, mas de um novo universo que se abre para quem se abre a ele.

Quais são os critérios para a integração e seleção dos artistas no espaço da galeria?

São artistas que tenho profunda admiração pelo trabalho e que têm, ou pretendem ter, uma carreira profissional sólida, consistente. Artistas que freqüentam meu mundo e que também me permitem freqüentar o deles. Trocamos idéias, queremos todos a mesma coisa: um mercado decente, porque artistas são profissionais como outros. Não basta ter talento para ser um artista. Existe o estudo, a técnica, a paciência, a persistência, os muitos erros para alguns acertos, enfim, uma série de fatores que diferenciam uma pessoa que gosta de pintar de um artista de fato.

Há na Galeria Plus uma tentativa de aproximação do grande público com as obras de arte, uma vez que ela é considerada como algo de consumo das elites?

É falta de informação achar que apenas uma classe economicamente privilegiada possa ter acesso à arte. Mesmo artistas renomados têm obras com preços acessíveis. Se não um óleo sobre tela de 4 metros quadrados, mas uma obra de menor formato, ou em papel, até mesmo uma gravura (múltiplos). Existem também jovens artistas ascendentes. Existem artistas que querem que sua arte seja sempre acessível. E também iniciativas muito bacanas como a Free Art, que acontece em São Paulo organizada pelo artista Gejo O Maldito, onde as pessoas podem pegar uma obra de Arte na exposição, gratuitamente.

Quais as vantagens para as pessoas de ser trabalhar com obras de arte pela internet?

São muitas as vantagens: funcionar, em plena atividade, 24 horas por dia, 365 dias no ano, e como somos bilíngües (português/inglês), entendidos por quase todo o mundo. Ainda a disponibilidade e praticidade: nossos clientes têm todo o tempo pra apreciar tudo, sem ninguém interferindo ou tentando influenciar, e a transparência dos preços com práticas e seguras formas de pagamento : Paypal – o futuro/presente de todas as compras na Internet –, ou pagamento via Banco do Brasil.
A PLUS ainda oferece outros canais de interatividade nos quais os clientes podem trocar idéias, inscrever-se em nossa newsletter, tirar dúvidas, deixar sugestões, elogiar, etc.

 

A Galeria Plus com certeza possui seus interesses mercadológicos, mas qual a intenção da própria galeria por si só existir no mercado cultural goiano?

Eu estou em Goiânia. Eu sei que é uma cidade ainda muito jovem, e isso significa um monte de coisas, negativas inclusive. Mas com a velocidade da contemporaneidade, rapidamente ela vai crescer. E aparecer!  Como uma capital de várias frentes, e porque não, como uma capital da Arte.

 

Alex Mateus
Colunista do site SiJoga.com
Jornalista, pesquisador linguista e performer nas horas vagas.
Contato:  mateusss.jor@gmail.com

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