Quando em Mozarlândia cheguei, seus moços, vindo lá do meu Bodocó às margens do Sena, minha primeira imagem foi a de meninos chutando uma lobeira, fruta maciça, redonda e dura. Entendi, naquele instante, que ali era terra de gente bravia.
Até aquele momento, havia apenas a Mozarlândia utópica, bucólica e bela como uma pastoral de quem lhe empresta o nome. Descobri que há Mozarts menores do que aquele que nos separa do resto dos seres viventes e o melhor dos que passaram por nós. Mesmo esses Mozarts menores são capazes de proezas extraordinárias, tais quais fundar uma cidade e convencer pessoas a ficarem em um lugar de onde deveriam fugir. E esse pequeno Mozart, em um gesto kubistchekiano ou ludoviquiano como queiram, ousado e sonhador, começou essa jóia nem tão utópica e pouco bucólica, bonita à sua singular e singela maneira.
Quando aqui cheguei, seus moços, meus pés que andavam sobre finos carpetes conheceram as pedras deste cerrado. Meus dedos encontraram a poeira deste chão e aqui, minha gente, só poeira havia. Não havia banda, nem coreto, nem praça. Nem vida.









