Sobre os artistas, Contendo Arte (2)

Mariana Martins (SP)
http://choquecultural.com.br/blogs/marianamartins/

Mariana Pabst Martins nasceu em 1958 e desde cedo se dedicou às artes visuais. Estudou arquitetura, projetou e contruiu casas, trabalhou com cenografia, figurino, paisagismo e fez várias exposições ao longo dos últimos trinta anos.
Seu imaginário é complexo e mistura referências tão distintas quanto a pintura Pré Rafaelita, a Pop Art,  a estética dos diplomas, o desenho de Aldemir Martins, seu pai, ou o do tatuador Jotapê, seu filho.

Além do traço refinado, da escolha de cores sempre harmoniosa, seu trabalho expressa uma intensa pesquisa de linguagens, técnicas de pintura, impressão e materiais. Por exemplo, na sua longa série de trabalhos inspirados na estética dos diplomas e certificados, a artista explora a impressão com carimbos, aplicação de lacres sobre papéis de das mais variadas procedências. Nas caligrafias, a artista experimenta as tradicionais penas chanfradas, os pincéis japoneses(fude) ou os canetões de ponta chanfrada encontradas nas graffiti shops.
Em 2004 fundou a galeria e editora Choque Cultural, onde se dedica a mostrar o trabalho de artistas que admira e a encaminhar as carreiras de artistas das novas gerações.

Mateus Dutra (GO)

Mateus Dutra, artista plástico de 31 anos, transita entre o desenho, a ilustração, as artes gráficas e plásticas, usando como suporte para sua obra a tela, o papel e também a cidade, com seus espaços e estruturas muitas vezes não notadas pelos pedestres/espectadores. Para isso, Mateus Dutra usa várias técnicas e mídias como pintura com spray, tinta acrílica, silkscreen, assim como canetas, marcadores, posters, stickers e afins.

O artista já divulgou seu trabalho em eventos e exposições tais como Tocayo (Rio de Janeiro, 2008), BECO (Goiânia, 2008), Exposição Goiânia Noise 15 Anos, 15 Visões (Goiânia, 2009), Exposição Artistas Brasileiros 2009 – Novos Talentos – Senado. Federal (Brasília, 2009), Coletiva Metáfora (com Ebert Calaça) – Marcos Caiado Galeria de Arte (Goiânia),  Individual Mateus Dutra (Studio 77 – Windhoek / Namíbia, 2010). Atualmente, o trabalho do artista tem sido exibido no Armazém da Decoração (Goiânia), PLUS Galeria (www.plusgaleria.com), Renome Galeria de Art e Design (Brasília) e integra o cast da K Edições e Arte (Goiânia), da marchand Lucia Bertazzo.

Interferindo na paisagem da cidade, Mateus Dutra já divulgou seu trabalho em Barcelona, Huesca, Alcobendas e Bilbao (Espanha), Estocolmo (Suécia), Linz (Áustria) e Hanoi (Vietnam) e por diversas cidades do Brasil, tais como Recife, São Paulo, Rio de Janeiro dentre outras, sempre investigando a urbe como um suporte legítimo e necessário.

Confluindo sua técnica e sua bagagem para áreas afins, o artista também tem colaborado como ilustrador em algumas revistas como Grande Clã (especializada em HQs), projetos gráficos variados como o CD da banda da brasiliense Toró de Palpite e também na concepção dos cenários da Quasar Jovem Cia de Dança, nos espetáculos Primeiros e Segundos Movimentos.

Atuando em outras áreas, Matias, como também é conhecido, é DJ, e também stage manager e cenotécnico da Quasar Cia de Dança e co-fundador e curador da loja virtual de art design Rabiscaria (rabiscaria.com.br)

 

Múcio Nunes (GO)

Sou daqui de Goiânia. Desenhava desde pequeno. Iniciei no curso de desenho aos 12 anos no Centro Livre de Artes, e na minha fase de adolescência já frenquentava as galerias e museus de Arte. Aos 14 anos, participei do IV concurso de arte do SESI e fiquei em segundo lugar, o que estimulou minha vocação artística. Logo, fui pra São Paulo e lá morei por 9 anos. Enquanto estive lá. fiz muitos cursos e oficinas técnicas e teóricas de arte, no centro cultural Vergueiro. No centro cultural Oswald de Andrade, participei de uma exposição ” A imagem por um instante” que resultou de uma oficina de arte contemporânea. Nela criei 2 instalações nos corredores superiores do centro cultural, a partir da pesquisa do Artista Plástico João Carlos (SP), e lá também fiz aquarela com Luiz Castanõ, discípulo de Ubirajara Ribeiro. Retornei a Goânia e me ingressei na FAV. Participei de algumas pequenas exposições. E meu projeto de pesquisa de TCC foi voltado ao Graffiti: seus aspectos históricos e o mercado nas artes. Havia também minha pesquisa poética que fala de linhas espontâneas que seguem um padão mecatrônico, que vem de minhas lembranças infantis, época em que meu pai era técnico em eletrônica e eu “viajava” brincando com peças de produtos eletro-eletrônicos. E que de certa forma essa vivência me trouxe uma atração por filmes futuristas e o estilo Steampunk. E quando faço minhas linhas mecatrônicas falo também de labirintos, algo que faz o olhar do expectador se perder. Em 2010, fui contemplado no PRÉMIO INTERAÇÕES ESTÉTICAS – residências artísticas em ponto de cultura da Funarte, com o meu projeto chamado ” bem-vindos às máquinas”, que venho desenvolvendo desde 2007. Achei na intervenção urbana um perfeito suporte para essa linguagem.
De 1999 e 2001 ministrei cursos e oficinas de desenho e pintura em projetos sócio-culturais ( Projeto Arquimédes e Parceiros do Futuro) pela secretaria de estado de cultura de SP.

 

NEM (SP)
www.flickr.com/photos/nemtkvip
www.fotolog.com/nemviptk

Ivanilso Gomes de Sá,conhecido como NEM é escritor de graffiti há quatorze anos,escritor versátil em utilizar tecnicas mistas,NEM usa todo tipo de superficie ou material para realizar seu trabalho,utilizando formas para expressar sua criatividade e composiçao com seu nome,o importante é atuar de forma real se entrega para todo o trabalho ao qual se propõe executar.Sempre focado em desenvolver um trabalho de qualidade absolvi os lugares onde irá executa-los,procurando sempre empregar um stilo próprio e elaborado.No momento procura estudar sua própria história,vizando sempre estar em mudança constante no mundo das artes.Vem fazendo um belo trabalho,e expondo algumas de suas obras por galerias e espaços voltado a arte e para algumas empresas também,tais como,
Mural da faculdade Unisantanna em 2003.Encontro Sulamericano de graffiti Sudaka em 2004 no chile.Grandes Maestros  del Graffiti Artístico (Chile)em 2004.Pintura na Estação da Luz,parceria da Red Bull com o Beco  Escola Aprendiz.Pintura do pátio da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos em Camon Vianna.Pintura na escola Caetano de Campos da Aclimação em 2005.Evento no tunel da Rebouças em 2007.”Imigração Japonesa 100 anos.Painél no Criança Esperança para os jogos Panamericanos..Pintura na pista de Skate da Sumaré em 2009.Pintura na pista de Skate da Sumaré em 2009.Meeting Off Styles em São Paulo 2009.Encontro de graffiti da Pompéia,nos anos de 2003,2004,2005,2006,2007,2009 e 2011.Painel na estação de trem do Tatuapé,Companhia Paulista de Trens Metropolitanos(cptm) em 2011.Painél na Virada Cultural em 2011. Tema anos 70.
Algumas das expos,

Expo 100 Latas na Graffiteria em São Paulo.Expo O Novo já Nasce Velho,pintura em shapes,expo itinerante em 2006.Expo na Play Ground.Expo na Café Hi Fi no Bexiga.Expo Tipografia no Centro Cultural da Juventude(ccj) em 2007.Expo Infec Sessions Parte 3 em 2007.Expo 400ML do Françês Gautier Jourdain em 2009.Expo Graffiti Fine Art 5 no Museu Brasileiro de Escultura(mube) em 2009.Expo Cidade Cinza no Centro Cultural da Juventude(ccj) em 2009.Expo 1º Bienal Internacional de Graffiti Fine Art no Museu Brasileiro de Esculuras(mube) em 2010.Expo 2º Arte Street Art Exibicion volume 2 em 2011.
Alguns trabalhos e cenografias,
Participação do Cenário do filme  O Magnata,Participação do dvd de Graffiti Super Fantástico 3.Custumização de shapes para o Gás Festival 2007.Work Shop para a Finasa em 2007.Pintura com alguns artistas para um canal da tv Francesa em 2009.Pintura para o programa Manos e Minas da Tv Cultura.
Entre tantas outras intervenções pelo o país a fora.

 

Nick Alive (SP)
http://www.flickr.com/photos/nick_alive/
http://nick-alive.blogspot.com/

Nick é um artista em processo de construção e por esse motivo se nega a descrição de um perfil definido, pois crê que uma vez livre de definições artísticas, rompe os laços com fundamentos e regras e isso o deixa livre para criar.

Seu perfil e definições ficam a cargo de quem assiste ao seu trabalho.

 

Oscar Fortunato (GO)
www.oscarfortunato.com

Oscar Fortunato é um outsider. Mesmo. Posso garantir isso porque o conheço desde os tempos em que Fortunato era ofensa inaceitável. Ao lado do Leo Bigode, fui um de seus sócios na loja-selo Buraco/Sonic (embrião de toda a movimentação roqueira que colocou Goiânia no mapa), o que me valeu doses cavalares de dor de cabeça e diversão tresloucada. A loja faliu, claro. Mas seu legado continua aí, em praticamente tudo aquilo que nega a vocação jeca de nossa capital.

Oscar Fortunato, além de outsider, é também um punk. Ou melhor, ele é outsider porque é punk. A premissa do “do it yourself” está gravada no DNA de cada uma de suas células – inclusive aquelas do seu inconfundível narigão. É isso que o define. Por conseguinte, é isso que define sua arte. E quando eu digo punk, não estou falando dessa coisa cool e descolada que ocupa editoriais de moda e o sempre afetado círculo das artes. Nada disso. Estou falando de “do it yourself” mesmo, de um cara que não nasceu em berço burguês e que, desde muito cedo, teve que se virar.

Num país fuleiro como o Brasil, ter que se virar é pré-requisito básico pra 80% da população. O duro é se virar e chutar a alienação pra lá, sublimar a ralação cotidiana (seja fazendo cartaz de oferta de supermercado ou no balcão de uma loja de discos) por meio da música, dos quadrinhos e da arte. Se o processo criativo é doloroso mesmo pra quem foi criado à base de danoninho e viagens ao exterior, imagine só pra quem teve que se virar? Isso, meu chapa, só pra quem tem sangue nos olhos.
Punk, Oscar F. foi um dos grandes nomes dos fanzines brasileiros circa 80/90 do século passado. Fanzine é aquela palavra que você usa para parecer esperto e transgressor em qualquer ambiente de artistas – mesmo que jamais tenha colocado as mãos em um. Naqueles tempos, era a forma de expressão possível pra gente que teimava em não ser devorado. E lá estava o Oscar, zineiro de primeiríssima grandeza, lado a lado de um monte de craques que, verdade seja dita, invariavelmente desenhavam melhor que ele. Nisso residia – e reside – a força do trabalho do Sr. Fortunato: converter limites em potencialidades, por meio de idéias e infinita criatividade. Do it yourself!
Nos fanzines, Oscar liquefazia as fronteiras entre imagem e texto. Colagens, xerox, desenhos e serigrafias eram mixados com um intuitivo senso de composição para dar voz à sua intelectualidade vinda das ruas. De lá pra cá, do fanzineiro que produzia shows de rock em puteiros ao artista das galerias, Oscar jamais abriu mão de duas coisas: sua visão de mundo (ele é um cabeça-dura ortodoxo) e a posse total de seu processo criativo.
Não que exista alguma área em que Oscar não se atreva. Com a mesma desenvoltura ele ataca telas, faz desenhos, cria objetos. Mas a menina dos seus olhos é mesmo a serigrafia, o que comprova seu espírito outsider, uma vez que na ridícula tentativa de se hierarquizar o campo das artes plásticas, as gravuras ocupam um lugar mais à penumbra. (Sem problemas. Oscar já teve seus gothic days, com muito Bauhaus e Siouxie na cabeça.) É aí que ele revela a obsessão pelo absoluto controle artístico de sua obra. Enquanto outros artistas criam a imagem inicial a partir da qual o mestre-gravador (um artesão) irá reproduzir a série de gravuras, Oscar não abre mão de fazer tudo, etapa por etapa, peça por peça, custe o que custar, doa a quem doer. O resultado é punk.
Por tudo isso, madama, fique feliz. Quando você pendurar aquele quadro bonito do Oscar Fortunato em sua parede, saiba que pagou barato. Debaixo daquelas tintas tem um pacote completo. Tem arte de verdade ali. 
Márcio Jr.

 

Otávio Santiago (BH)
www.otaviosantiago.com

Criador do estúdio OSC Design, Otávio Santiago trabalha há dez anos no mercado gráfico. Especialista em Comunicação Contemporânea e Informação Visual, tem no curriculum a direção de revistas de comportamento e arte, bem como a criação de catálogos e editoriais de moda. Idealizador do projeto My Paper Sunglasses, coletivo que usa óculos de papel como suporte de arte, também já participou de exposições como o projeto ®OCHO, desenvolvido pela revita espanhola Rojo. Como característica de seu trabalho, Otávio Santiago sempre utiliza de técnicas industriais, dando um carácter pop as suas obras.

 

Pereira VR (GO)

Pereira V.R. (Bonfinópolis GO, 01 de julho de 1962) A manifestação artística sempre esteve presente em suas habilidades e nas atividades que executou ao longo dos primeiros anos de vida, mas só a partir da década de 80 quando concluiu o ensino médio é que o artista iniciou uma trajetória de estudos e pesquisa em artes visuais, atuou como professor de educação artística em Palmas TO exerceu atividade de educador social com crianças em situação de Rua pela UCG, estudou pintura em tela, modelagem em argila, pela escola tec. Basileu França em Goiânia entrou para a universidade em 2007, onde cursa artes visuais pela UFG, um apaixonado pela arte contemporânea, desenvolve pesquisa em artes com temas ambientais e sociais na busca de novos conceitos através da arte.
Pereira V.R. já fez exposição em Goiânia: Individual no MAG e coletiva, (catedral das artes, assembleia legislativa, FAV (espaço das profissões). Em Anápolis, Galeria Antônio Sibasole) além de participação em vários cursos e seminário de artes visuais.
O artista acredita que a arte pode e deve ser instrumento de formação e transformação da consciência humana.

 

Ricardo Gomes (DF)
http://www.ricardogomesart.com/

Nascido em Brasília no dia 10 de abril de 1978, residindo em Taguatinga, cidade satélite da capital. Pintor autodidata, deu inicio as atividades artísticas em 2005 com a exposição CAOS no Espaço de Mulheres (CONIC).
Em 2006, participou do Premio SESC de Pintura em Tela Tributo Terra Brasilis e expões seus trabalhos no corredor de acesso ao plenário da Câmara dos Deputados, em junho de 2009 integrou a mostra Homo (queer remixed) Módulo II. Em 2010, contou com a curadoria de Hugo Siqueira, na mostra “Teologia erótica e nudez sem contexto” e participou da performance coletiva Viscosidade no campus da UNB.
Sua produção artística é caracterizada pelo realismo de influencia barroca, a arte homoerótica e as contestações sociais.

 

Rodolfo Brasil (GO)

Trabalho há mais de um ano no escritório de design Zebrabold, com projetos de identidade visual, editorial e ilustração no portfolio.
Atuante na Diretoria de Comunicação da Associação Fábrica Cultura Coletiva.
Atuante na Diretoria de Comunicação do coletivo Casulo Moda Coletiva.
Atuante no grupo gestor do projeto de artes integradas MAQUINAÇÃO.

 

Rodrigo Flávio (GO)
http://www.aredacao.com.br/culturas.php?noticias=2686
http://www.nosrevista.com.br/2009/12/23/rodrigo-flavio-%E2%80%98o-processo-de-pintura-e-muito-doloroso%E2%80%99/

Cores, traços fortes, pinceladas rápidas. As telas do goiano Rodrigo Flávio refletem bem a personalidade inquieta do talentoso artista plástico que, aos 37 anos, já não tem mais ânimo ou vontade de expôr seus trabalhos em Goiânia. “Podemos contar o número de galerias de arte goianienses em uma mão e ainda sobrariam dedos”, analisa Rodrigo. A última exposição do artista na Capital foi em dezembro de 2009, na Galeria Marcos Caiado, fechada no início de 2011.

Com a segunda viagem este ano para Madrid agendada para outubro, a intenção de Rodrigo é partir para o mercado estrangeiro, buscando a valorização de seu trabalho e o intercâmbio cultural com outros artistas e públicos. Tomar essa decisão não parece deixar o artista realizado mas, sim, inconformado. “O maior bem cultural hoje do goiano é o carro. A maior parte da elite do nosso estado hoje consome arte apenas como objetos decorativos”, desabafa. (Aline Mil)

 

Rodrigo Reis, aka HAZE (DF)

Rodrigo Reis, conhecido no meio artístico como Haze, tem 32 anos e é músico, designer, artista visual e pesquisador de tendências.  Natural de Brasília, DF, morou também em outras cidades como Florianópolis (SC) e Atlanta (E.U.A).
Artista nato, apesar de ter focado na música uma grande parte de sua vida, sempre flertou com as artes visuais. Seja com materiais tradicionais ou no meio digital, o bom gosto aliado a presença de conceitos mistos, ou mesmo as sensações despertas pela sinestesia que nos causam o olhar, imprimem um ar multifacetado em seus trabalhos.
Apesar de hábil com as artes visuais desde cedo, apenas recentemente Haze veio a concretizar a idéia de transformar essa paixão de longa data em mais um ofício: em 2010, aproveitando a oportunidade de expressar sua criatividade visualmente de maneira profissional, Haze começou a adquirir novas técnicas através de diversos cursos e workshops.
Apos um um workshop de serigrafia oferecido pelo artista goiano Oscar Fortunato e pela Galeria Plus, Haze teve a honra de ser convidado a participar de sua segunda exposição coletiva: a mostra Contendo Arte, que será realizada em Goiânia a partir do dia 17 de setembro.
No início de 2011, ao ser convidado para participar de um coletivo criado para pesquisar 16 composições de Noel Rosa que posteriormente seriam transformadas em obras visuais, Rodrigo tem a perspectiva de levar esse talento mais adiante. Hoje, estas obras ilustram as páginas da intranet da Presidência da Republica e serão expostas no anexo do Palácio do Planalto a partir do dia 30 de setembro.
Criado em 2011, a Haze Dezáin, estúdio pensado para entrar no mercado de criação visual, traz consigo uma miscelânea de conceitos artísticos em busca de um produto final de múltiplas facetas. Os trabalhos produzidos são executados usando uma gama enorme de técnicas e materiais. Serigrafia, aquarela e pintura acrílica se misturam a ilustrações digitais e ganham movimentos em gifs. Suportes alternativos, muitas vezes objetos descartados que podem virar parte de uma composição gráfica através de fotografias, ou terem seus propósitos convencionais convertidos em expressão estética. Esses são alguns dos exemplos dos diferenciais presentes.

 

Rustoff (GO)
http://www.plusgaleria.com.br/category.php?id_category=9
http://rustoff.tumblr.com/
Flickr.com/photos/rustoff/

Diogo Rustoff sempre foi um observador de pessoas – principalmente de desconhecidos – sempre prestou atenção em gestos, poses e atitudes. Este hábito de observar vem acompanhado de outro, o hábito de imaginar o que se passa com aquelas pessoas. Assim como a maioria dos artistas, Rustoff desenha desde criança, mas quanto entrou em contato com o stencil em 2006, o simples hobby de desenhar se tornou algo mais sério e a partir de então começou a graffitar muros em Goiânia e criar ilustrações utilizando a técnica. Em toda esta curta trajetória, a figura humana é o tema central de seu trabalho. Aquele hábito de observar pessoas o levou naturalmente a observar retratos e consequentemente a produzir retratos. Influenciado pela pintura clássica, fotografias e tatuagens, Rustoff cria retratos cheios de signos e mensagens. Ele busca através de corpos e rostos de desconhecidos retratar não apenas suas aparências mas sim suas condições.

 

 

Sabrina Eras (SP)
http://sabrinaeras.com.br

Sabrina Eras nasceu em São José dos Campos, SP, e como a maioria dos artistas, desenha desde criança.Estudou Publicidade na UNIFRAN – Franca – SP, mas por sorte percebeu a tempo que não era o que queria.Seu sonho era ser bailarina ou bióloga, mas a vida tomou outros rumos e a levou direto para a ilustração.Já trabalhou em várias agências e estúdios, mas foi quando decidiu ser ilustradora frellancer que realmente descobriu que era isso que queria fazer.Desde então,publica em várias revistas e livros, em sua grande maioria, infantil.Seu traço pessoal tem influência de coisas mórbidas e sexy, mas nunca deixando de lado a delicadeza e a fofura sempre presente em sua arte.Assim como a vida é feita de contrastes, seu traço também caminha dessa maneira, sempre em evolução.Não se prende a uma técnica ou ao computador. Está sempre estudando, experimentando e testando materiais novos para aplicar nas suas ilustrações.

 

Selon (GO)
http://www.flickr.com/photos/selon

Tive contato com a pichação em meados dos anos 90, o desenho de letras estilizadas instigou meu interesso por desenho, grafite e arte.
Hoje trabalho com formas geométricas, cores básicas e texturas para produzir intervenções, grafites, pintura mural, telas e objetos.
Busco cativar o interesse pela arte assim como sua democratização, ao inseri-la no espaço publico.
Proponho uma reflexão a respeito da arquitetura, da urbanização, e da proliferação do concreto, do asfalto e a rigidez com que estes elementos têm sido inseridos no espaço público.

 

Vitor L Pontes (GO)
about.me/victorlpontes

PoesiaFotografiaDesignIlustraçãoSom é o que Victor L. Pontes produz. Tudo misturado e sem ordem de hierarquia. Sua produção é um desdobramento de duas palavras: Anônimo&Unânime. Anônimo por ser sem rosto, sensações e sentimentos que não pertencem a uma só pessoa. Unânime por ser de todos, por estar presente em todos lugares e pessoas. 

Produziu com palvras, gavetas e canetas, a série de três obras para o ContendoArte, Santuários – SantObjetos. Não seria os objetos como fones de ouvidos, máquinas fotográficas e chaves nossos santos de hoje? Nossos libertadores? Nossos salvadores e inspiradores. Sempre use o filtro da ironia nas obras de Victor L. Pontes.

Victor foi fundador, organizador e expositor no Fake Fake Ilustraciones, que teve duas edições. Na Fábrica Cultura coletiva já expos duas vezes, um com a série NossasMáscaras e 44Horas para o desfile da marca de moda, Novelo, em parceria com Rodolfo Brasil.

O lado escritor de Victor logo será lançado com o projeto amargemcentral, projeto poético que surgiu como um livro sobre o setor central de Goiânia, mas que se desdobrou em algo muito maior, um novo conceito de livro, o livro-lugar.

É formado em Artes Visuais – Design Gráfico e desde 2008, sócio-fundador do estúdio de design Zebrabold. Integrante-fundador da Fábrica Cultura Coletiva, espaço coletivo e colaborativo que fica em Goiânia. Também foi organizador e designer responsável pelo Perro Loco – Festival de Cinema Universitário Latino-Americano.

 

ZèCésar (GO)
http://www.zecesargravuras.blogspot.com/

José César Teatini de Souza Clímaco, artista plástico, gravador, professor de gravura na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás, desde mil novecentos e oitenta, graduado em Ciências Sociais e em Artes Plásticas pela Universidade Federal de Goiás e doutorado em Artes pela Universidad Complutense de Madrid. Percussionista da banda Umbando. Brasileiro, fluminense de nascimento (Volta Redonda), mineiro de criação, goiano desde os quinze anos, meio baiano pela proximidade com a capoeira, um pouco paulista pelos dois anos vividos em São Paulo e espanhol pelos quatro em Madri, italiano por descendência, meio “cidadão do mundo”, como diria Drummond, “qualquer lugar do mundo me cabe”.
Residente em Goiânia. Exposições em Goiânia, Anápolis, Cidade de Goiás, Jataí, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, São Paulo, Lima/Peru, Brisbane/Austrália e Madri/Espanha.

 

Zé Otávio (SP)
zeotavio.com

Zé nasceu em Olimpia interior de SP / Brasil. Desde dos 11 anos sempre foi apaixonado por Sao Paulo, onde mora e trabalha atualmente. Estudou Design Gráfico na Belas Artes SP e se aplicou nas aulas de fotografia e modelo vivo, selando assim uma contemplação por rostos e pessoas. Tem sua base de estudo nos sketchbooks onde faz as experimentações para o que esta por vir em sua arte, abusando das cores primárias, colagens, fitas adesivas, linhas e o que o papel suportar e sempre explorando os temas, androginia, sexo e o frescor do que esta acontecendo nas ruas. Hoje trabalha com ilustração, principalmente para o mercado editorial, sempre buscando alternativas e expressões não-óbvias tanto nos trabalhos comissionados quanto para galerias. Faz parte do grupo SketchJazz onde vende originais e Gravuras e da PLUS Galeria.

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