Contendo Arte na Mídia 1

G1

http://g1.globo.com/goias/noticia/2011/09/exposicao-transforma-conteineres-em-galerias-de-arte-em-goiania.html

 

Super Interessante

http://super.abril.com.br/blogs/ideias-verdes/nada-de-cargas-conteineres-em-goiania-promovem-arte-e-sustentabilidade/

 

TEMPO CULTURAL

http://www.tempocultural.com.br/videos/ver/Contendo-Arte-leva-galerias-itinerantes-a-pracas-e-parques-da-cidade

A REDAÇÃO

http://www.aredacao.com.br/culturas.php?noticias=1813

http://www.aredacao.com.br/culturas.php?noticias=3135

 

O POPULAR

Capa do caderno de Cultura, Magazine. 14 de setembro de 2011

 

O POPULAR

Coluna Social Spot, assinada por Renata Santos. 20 de setembro de 2011

 

O POPULAR

Coluna Spot. Assinada por Renata Santos.

 

O HOJE, 17 de setembro de 2011

http://www.ohoje.com.br/pageflip/1782/index.html

Está contido
Adalto Alves
Um jargão repetido à exaustão vira um bordão. Quebrar paradigmas é um jargão erudito que virou um bordão insuportável. Um paradigma é tão misterioso quanto a necessidade imperiosa de quebrá-lo. A teoria pode ser resolvida na prática. Exemplo. Container. Para que serve um container? Para transporte de carga. Lydia Himmen pensa diferente. Para ela, um container serve para ficar no meio do caminho. E, se no meio do caminho tem um container, por que não entrar nele? Que tipo de carga esconde um container bem no meio da cidade? Na percepção de Lydia, a barriga metálica do bicho é uma galeria. Lá se foi um paradigma para a lata do lixo.

Algumas pessoas imaginam que as grandes ideias nascem da contemplação. A Contendo Arte – Mostra Sustentável de Artes Plásticas nasceu do desespero. Lydia acende o sinalizador. “Assim que fechou a galeria do Marcos Caiado.” Isso foi em fevereiro. A saideira foi com a exposição Na Periferia do Punk, de Oscar Fortunato, marido da organizadora da Contendo Arte. Por que Lydia deveria ficar preocupada? Ela é curadora de uma galeria virtual. Mas a Plus Galeria só existe na internet. Com clientes em todas as partes do mundo, sim. “O virtual é legal, mas não substitui o espaço físico”, diz Lydia. Quadros são pendurados nas paredes. Ela saiu procurando casas e galpões com o objetivo de promover exposições. Bateu num container.

Não se trata de um insight novo. Iniciativas semelhantes ocorrem em diferentes pontos geográficos. Mas é um insight que funciona. Quando o empresário Mário César de Paiva, que aluga os módulos para transporte, aceitou subverter a ordem ao permitir que eles fossem manuseados por fora, além de serem remodelados por dentro, o desespero ganhou a forma da esperança. O primeiro passo, buscar parcerias, foi na direção da Revirada Cultural. O projeto, na programação da Revirada, é subsidiado pela Prefeitura. Na interação entre o público e o privado, o convite para a Mostra foi aberto a todos os profissionais da área. Lydia faz uma garantia que pode surpreender os descrentes. “Temos artistas de padrão internacional em atividade por aqui.”

Para abastecer os containers estacionados na Praça do Bandeirante (Centro), no Parque Vaca Brava (Setor Bueno) e no Parque Flamboyant (Jardim Goiás), contando os sete grafiteiros encarregados de revirá-los em camalões urbanos, 32 artistas de várias procedências foram selecionados. Serve qualquer obra? Não. A Mostra não é sustentável por acaso. “Todas as obras são de material reutilizado”, conta Lydia. “Algumas estavam prontas. A maioria foi criada para a exposição.” Que ganha, além de tudo, um caráter ainda mais inédito. “Temos materiais de todos os tipos.” Vale shape de skate, mesa, gaveta, fitas VHS, garrafa de cerveja, compotas, folhas, pás, objetos familiares que transpiram narrativas e o que mais a criatividade ousar sugerir ao observador curioso e atilado.

Trabalho e valorização
Se o material não é nobre como óleo sobre tela em mãos insuspeitas, a arte será sempre sublime. Se existe uma função para a arte, provocar a reflexão sem descuidar do enlevo é uma pista a ser investigada. A sustentabilidade, como jargão do momento, oferece os pilares da Mostra. “Nossa comunicação está toda on-line”, diz Lydia, que contorna ao máximo o acúmulo de resíduos. Ainda que a instalação não seja 100% reaproveitável, a transparência de seus mecanismos é uma estratégia assumida. O site plusgaleria.com.br expõe os mínimos detalhes com o máximo de alcance em todos os links disponíveis.

Acessar a rede mundial de computadores e penetrar nos containers transfigurados são ações perfeitamente simultâneas e paralelas. O fato da Mostra conviver com transeuntes que não percorrem galerias ou museus por preguiça ou preconceito diminui a distância entre o que a obra tem a dizer e o que o espectador tem a acrescentar. “Esta é apenas uma intervenção entre outras possíveis. Temos que avançar no diálogo.” 24 monitores, entre alunos da Faculdade de Artes Visuais (FAV) da Universidade Federal de Goiás (UFG), foram recrutados para convidar e incitar o leigo ao desfrute do que aparenta ser inatingível para o cidadão comum, a arte em suas modalidades de encantamento.

Como é proibido comercializar as obras durante a Revirada, elas estarão à venda logo depois da exposição. “É importante deixar claro que arte é trabalho, cujo resultado é um produto que tem valor. O artista vive do resultado do seu trabalho, que surge em função da pesquisa e do erro.” A arte movimenta zilhões no planeta e é um investimento que se valoriza. Mas Lydia desmancha o conceito de que toda obra de arte custa caro. Informação creditada à ignorância. E pergunta: “se a elite cultural não consumir arte, quem vai consumir?” Colocar a Mostra e suas oficinas (Objetos Desenhantes, Stencil, Light Painting e Gravuras) nas ruas, com entrada franca, é uma cutilada para romper outro paradigma. Aquele que alega que a elite, no caso da cultura, é aquela que tem tutu. Ao passo que, na cultura, a elite é formada por aqueles que têm tutano.

Confira
Contendo Arte – Mostra Sustentável de Artes Plásticas
Quando:
de hoje a 14 de outubro
Onde: Praça do Bandeirante (Centro), Parque Vaca Brava (Setor Bueno), Parque Flamboyant (Jardim Goiás)
Horário: das 8 horas às 18 horas (exceto segunda-feira nos Parques e domingo no Centro)
Entrada franca

Artistas da Mostra
Amorim, André Rezende, Angellina Camelo (Belo Horizonte), Carlos Rezende, DaLata, David Smyth (Inglaterra), Desali (Belo Horizonte), Ebert Calaça, El Mendez, Fábio Carvalho, Fabíola Morais, Fernando Carpaneda, João Maciel (Belo Horizonte), Lupe, Marcelo Peralta, Maria Pabst (São Paulo), Mateus Dutra, NEM, Nick Alive, Oscar Fortunato, Otávio Santiago, Pereira VR, Ricardo Gomes, Rodolfo Brasil, Rodrigo Flávio, Rodrigo Reis, Rustoff, Sabrina Eras, Selon, Valdivino Rodrigues, Victor Pontes, Zé César, Zé Otávio

Oficinas
Objetos Desenhantes: construindo e brincando com birutas voadoras

Glayson Arcanjo (professor da Faculdade de Artes Visuais)
Quando: hoje
Horário: 14 horas
Onde: Parque Flamboyant
Confecção de birutas, objetos voadores para atividades lúdicas

Stencil
Diogo Rustoff (artista plástico)
Quando: 24 de setembro
Horário: 14 horas
Onde: Parque Flamboyant
Máscaras de papel como matrizes para reprodução em série em diversas superfícies

Light Painting
Odinaldo Costa (professor da Faculdade de Artes Visuais)
Quando: 1º de outubro
Horário: 17h30
Onde: Centro
Desenhos de luz captados pela câmera fotográfica em velocidade baixa, num ambiente escuro

Gravura: cartões postais gráficosManoela dos Anjos (professora da Faculdade de Artes Visuais) e Arquigravura (coletivo)
Quando: 8 de outubro
Horário: 14 horas
Onde: Parque Flamboyant
Criarão de cartões postais que serão encaminhados para instituições culturais

 

DIÁRIO DA MANHÃ

Matéria de Lilian Rodrigues, para DM Revista. 17 de setembro de 2011

 

Continua aqui…
http://plusgaleria.com.br/blog/?p=1949

 

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