Cinema Alemão em Julho no Goiânia Ouro a 1 real !!!

PROGRAMAÇÃO MÊS DE JULHO DE 2011

RETROSPECTIVA WERNER HERZOG E OUTROS DA FICÇÃO ALEMÃ

http://www.goianiaouro.com/

Horários: 12h30, 15h e 20h, todos os dias.

Entrada: R$ 1,00

Dias 02 e 03 – Sobre W. Herzog

Dia 02 – Sou o que são meus filmes – Parte 1

Direção: Christian Weisenborn, Erwin Keusch, colorido, 93 min., 1976-78.

Um retrato de Werner Herzog em sua fase inicial, que procura, sobretudo, sondar o homem por trás do artista. Ele se nutre da proximidade do entrevistador, proximidade esta produz instrutivos momentos de perplexidade.

Werner Herzog – Retrato de um Diretor

Direção: Werner Herzog, colorido, 30 min., 1986.

Um breve autorretrato de Werner Herzog, em que se mesclam relatos, fragmentos de filmes e pequenas cenas documentais, entre as quais uma visita do diretor à lendária historiadora do cinema e sua grande amiga, Lotte Eisner, em Paris.

Dia 03 –  Até o Fim – E Além

Direção: Peter Buchka, 60 min., colorido, 1988.

Um retrato de Werner Herzog elaborado a partir de declarações do diretor e de cenas de seus filmes.

Sou o que são meus filmes – Parte 2 – 30 Anos Depois

Direção: Christian Weisenborn, colorido, 97 min., 2009/10. Legendas em inglês

Christian Weisenborn já havia feito um documentário sobre Herzog em 1976/78. Desta vez, ele visita Werner Herzog em Los Angeles, entrevistando-o minuciosamente sobre seus documentários. Uma entrevista com várias cenas de filmes.

Dias 04 e 05 – (Emmas Glück) A Felicidade de Emma, de Sven Taddicken

Direção: Sven Taddicken, colorido, 103 min, 2006

Max não tem mais muito tempo de vida. Seus últimos dias ele quer passar em um lugar bem distente. Quando, depois de sofrer um acidente, acaba na chácara da obstinada Emma, criadora de porcos, ele se dá conta de que a verdadeira felicidade está bem mais próxima.

Dias 06 e 07 – Além do Azul Selvagem

Direção: Werner Herzog, colorido, 81 min, 2005

Um extraterrestre relata sua fuga de um planeta congelado em uma galáxia longínqua; discorre sobre as tentativas de se estabelecer na Terra e por fim revela seu conhecimento secreto, conseguido também pela CIA acerca de uma viagem em direção oposta. Na busca por um novo hábitat, cinco astronautas viajam pelo universo e exploram o planeta abandonado, “além do azul selvagem“. Quando retornam após 820 anos, a Terra está inabitada.

Dias 08 e 11 – (Lichter)  Luzes

Direção: Hans-Christian Schmid, colorido, 105 min., 2003

A história de duas cidades às margens do rio Oder: a Frankfurt alemã e a Slubice polonesa. Após o término da Guerra Fria, o velho conflito entre leste e oeste foi deslocado para o âmbito econômico. O filme fala de pessoas que querem ir para a Alemanha a qualquer custo, de pessoas que não encontram lá o paraíso sonhado, de negócios legais e ilegais e de uma fracassada história de amor entre o leste e o oeste.

Dias 09 e 10 – Criação e Apocalipse

Dia 09 –  Fata Morgana

Direção: Werner Herzog, colorido, 79 min, 1970.

Uma viagem pela África, poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer história, ainda assim amparada em uma coerência interna. Herzog confronta os mitos da criação com imagens da destruição.

La Soufrière

Direção: Werner Herzog, colorido, 31 min., 1976.

Verão de 1976: há uma ameaça de uma erupção devastadora do vulcão “La Soufrière” na ilha de Guadalupe, Antilhas Francesas. A ilha é evacuada. Werner Herzog e sua equipe de filmagem ficam para filmar a catástrofe – e aguardam a erupção em vão.

Hércules. Direção: Werner Herzog 10 min, p/b, 1962 – 1965

O trabalho de estreia de Herzog busca já a imperceptível transgressão do mero documentário e evoca um tema central de suas obras: o ridículo da revolta titânica.

Dia 10 – Lições da Escuridão

Direção: Werner Herzog, colorido, 55 min., 1992.

Pouco antes da segunda Guerra do Golfo, tropas iraquianas incendiaram campos de petróleo e terminais durante sua retirada do Kuait. Herzog e seu cinegrafista tentam registrar o inconcebível, o apocalipse, através de suas imagens.

Pastores do sol

Direção: Werner Herzog, colorido, 50 min, 1989.

Tendo como ponto de partida uma festa, que se realiza anualmente, Herzog retrata a tribo nômade dos wodaabe, no sul do Saara. Em momento algum, ele suprime o desconhecido e o irritante em suas observações, enfatizando, assim, a identidade inconfundível da antiga tribo do povo dos fulbes.

Dias 12 e 13 –  Gespenster – Fantasmas

Direção: Christian Petzold, 85 min., colorido, 2005

O caminho de três mulheres se cruzam em Berlim, um filme sobre insegurança, solidão, perda e desejo.

Dias 14 e 15 – Pingpong

Direção: Matthias Luthardt, 89 min., colorido, 2006

O jovem Paul, de dezesseis anos, irrompe na casa da família de seu tio. A bela harmonia na qual seus parentes vivem tem pouca substância. Um jogo já ensaiado há muito tempo é interrompido subitamente devido à presença do invasor. E, de repente, surgem perguntas que há muito tempo ninguém havia mais colocado.

Dias 16 e 17 – O início e o fim da linguagem

Dia 16 – Últimas Palavras

Direção: Werner Herzog, p/b, 13 min., 1967.

O cenário é o nordeste da ilha de Creta: a polícia usa de violência para levar um homem da ilha de Spinalonga para a ilha principal. Esse homem, um tocador de lira, se recusa a fazer qualquer declaração sobre suas experiências. As pessoas fazem suas próprias suposições.

O país do silêncio e da escuridão

Direção: Werner Herzog, colorido, 85 min., 1971.

Aparentemente este é um documentário sobre surdos-cegos: alguns encontraram refúgio num asilo; outros estão abandonados sem esperança alguma. Num plano mais profundo, o espectador descobre um ensaio fílmico e sensorial sobre a comunicação, que também constitui o momento do devir humano.

Dia 17 – How much wood would a woodchuck chuck

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min, 1976.

Observações sobre o Campeonato Mundial dos Leiloeiros de Gado, realizado em 1975, em Fort Collins, no Colorado. Herzog observa a ladainha dos leiloeiros, que o leigo mal entende. Para o diretor, a linguagem deles, cujo som lembra o de um berimbau, tem “algo de assustador e fascinante” e poderia “ser a última poesia lírica imaginável”.

A pregação de Huie

Direção: Werner Herzog, colorido, 42 min., 1980.

Bem no centro do Brooklyn, em uma área decadente, o bispo Huie L. Roger prega no “Greater Bible Way Temple“, e encanta os fiéis com sua paixão. Werner Herzog fascina os fieis com sua impetuosidade. Werner Herzog observa o que ocorre de forma bem tranquila e concentrada, abstendo-se de comentar.

Fé e moeda

Direção: Werner Herzog, 44 min, colorido, 1980

Há anos, quase que diariamente, o pregador televisivo Dr. Gene Scott se põe diante da câmera pronunciando suas ideias acerca do cristianismo; elas têm como objetivo angariar doações em dinheiro.

Dias 18 e 19 – As Crianças do Clarão da Lua, de Manuela Stacke

Direção: Manuela Stacke, colorido, 87 min, 2006

“As crianças do clarão da lua” não toleram a luz do dia. Uma agressiva doença de pele constrange os enfermos a viver durante a noite. Lisa cuida carinhosamente do seu incurável irmão Paul de sete anos, acometido da doença. Todas as tardes os dois sonham em partir para o espaço. Aos doze anos, quando Lisa se apaixona pela primeira vez, ela se sente dividida entre suas novas emoções e as preocupações com o irmão. Com sua estreia no cinema, Manuela Stacke conseguiu realizar um filme poético e sensível sobre a vida, o amor e a responsabilidade.

Dias 20 e 21 – Fata Morgana, de Werner Herzog

Direção: Werner Herzog, colorido, 79 min, 1970

Uma viagem poética pela África, poética e surreal, como um sonho, fragmentária, por ser destituída de qualquer história, ainda assim amparada em uma coerência interna. Herzog confronta os mitos da criação com imagens da destruição.

Dias 22 e 25 – (Nachmittag) – Entardecer

Direção: Angela Schanelec, colorido, 97 min., 2007

A peça de teatro „A gaivota“ de Anton Tchekhov em uma adaptação livre e pessoal, transposta para o aqui e agora. Irene, atriz de teatro, vai para sua casa no lago nas proximidades de Berlim, onde seu irmão mais velho e seu filho Konstantin moram. Verão, sol, lago – aparentemente um cenário idílico, mas os personagens estão escondidos em si mesmos. Uma atmosfera de cansaço, tristeza e de amor perdido paira sobre as cenas cotidianas: „Três dias no verão, o fim de uma família, da qual só existe apenas um resto“ (Schanelec).

Dias 23 e 24 – Guerreiro e Perpetador

Direção: Werner Herzog, colorido, 12 min., 1969.

Algo estranho acontece na pista de corrida de trotes (em Munique-Daglfing). Tipos quase indefiníveis surgem diante da câmera e afirmam que estariam ali exercendo seu dever de proteger os cavalos dos fanáticos. Porém, não é possível identificar uma ameaça em nenhum lugar.

A defesa sem Precedentes do Forte Deutschkreutz

Direção: Werner Herzog, p/b, 15 min., 1966.

Quatro jovens invadem uma fortaleza antiga e abandonada e encontram armas, capacetes de aço e uniformes deixados para trás. No início, eles ainda se apropriam dos objetos de forma jocosa, mas a brincadeira ameaça virar algo mais sério. Eles se exercitam, atiram e esperam pelo inimigo, porque “têm que mostrar serviço!“

Ecos de um Império Sombrio

Direção: Werner Herzog, colorido, 87 min., 1990.

Uma busca por pistas de Jean-Bédel Bokassa (1921–1996), o ditatorial presidente e posterior imperador da África Central. O ponto de partida é a investigação do jornalista norte-americano Michael Goldsmith, que no passado por pouco escapara da morte em uma prisão de Bokassa.

Dia 24 – O Pequeno Dieter Precisa Voar

Direção: Werner Herzog, colorido, 80 min., 1997.

Com 18 anos de idade, Dieter Dengler tinha deixado a sua cidade natal na Floresta Negra. Ele fora aos EUA para ser piloto. Após desvios pela Força Aérea, chegou à Marinha americana, ficou estacionado como piloto de caça em um porta-aviões, foi convocado para o Vietnã, abatido sobre o Laos e feito prisioneiro. Após uma fuga aventuresca, chegou à Tailândia, e de volta à sua unidade. Werner Herzog observa o homem em sua casa perto de São Francisco (EUA), vai com ele visitar a velha pátria na Floresta Negra e acompanha-o ao extremo Oriente, onde pede que Dieter Dengler reencene as estações de sua fuga. Um adendo póstumo relata o enterro de Dieter Dengler no cemitério dos soldados de Arlington em 2001.

Balada de um Pequeno Soldado

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min., 1984.

Fevereiro de 1984: Em um pedaço de terra distante e de difícil acesso na costa do Atlântico, os índios miskitos lutam contra o exército sandinista. Werner Herzog e o jornalista fotográfico Denis Reichle observam principalmente os soldados-criança nas fileiras dos miskitos.

Dias 26 e 27 – (Befreite Zone) Território Liberto, de Nobert Baumgarten

Direção: Norbert Baumgarten, colorido, 93 min., 2002

Trata-se de futebol. Pelos menos, isto pensam muitos dos 35.000 habitantes de Sässlen, uma pequena cidade fictícia em Brandenburgo, na região da antiga RDA. Desde que Ade Banjo, um atacante da África joga na equipe, o clube local que participa da liga regional, não perdeu mais nenhum jogo. Inicialmente jogaram bananas nos jogadores negros, agora ele é uma estrela e lhe chamam carinhosamente e com certa ironia de “Blondi” (loirinho). Faz um gol atrás de outro e as pessoas em Sässlen já sonham com a segunda divisão da liga e o sucesso no campeonato pela taça do DFB, o desejado troféu da Liga Alemã de Futebol.

Dias 28 e 29 – Crazy, de Hans-Christian Schimid

Direção: Hans-Christian Schmid, colorido, 95 min., 2000

Um garoto de 16 anos e com uma leve deficiência física, é levado por seus pais para um internato, inclusive pelo seu mal desempenho escolar. No final do ano letivo, ele volta a ser reprovado, mas fez amigos, teve suas primeiras experiências com o sexo oposto e aprendeu muitas coisas úteis para a sua vida.

Dias 30 e 31 – Decolagem e Queda

Dia 30 – O grande êxtase do entalhador Steiner

Direção: Werner Herzog, colorido, 47 min., 1973/74

Um retrato incomum do ex-campeão mundial de salto de esqui, Walter Steiner. No centro do filme está a competição de Steiner na Semana Internacional de Salto de Esqui na grande rampa de Planica (Eslovênia) em março de 1974.

O diamante branco

Direção: Werner Herzog, colorido, 88 min., 2004

Werner Herzog acompanha o engenheiro aeronáutico Graham Dorrington (Universidade de Londres) à Guiana. Dorrington havia construído um pequeno dirigível com o objetivo de explorar a flora e a fauna das copas das árvores. Ele testa o dirigível próximo às cataratas de Kaieteur. Para o diretor não se trata de uma exploração na busca de conhecimentos biológicos, mas da observação de pessoas em situações extremas.

Dia 31 –  Gasherbrum

Direção: Werner Herzog, colorido, 45 min., 1984.

Em junho de 1984, os dois renomados alpinistas Reinhold Messner e Hans Kammerlander fazem uma expedição incomum. Eles querem conquistar em uma única escalada dois picos de mais de 8000m na Serra de Karakorum, que são o Gasherbrum 1 e o Gasherbrum 2, e isso sem equipamento de oxigênio, sem grande bagagem e sem retorno intermediário ao acampamento de base. Herzog acompanha a expedição até o acampamento de base nas geleiras eternas.

Além do azul selvagem

Direção: Werner Herzog, colorido, 81 min, 2005.

Um extraterrestre relata sua fuga de um planeta congelado em uma galáxia longínqua; discorre sobre as tentativas de se estabelecer na Terra e por fim revela seu conhecimento secreto, conseguido também pela CIA, acerca de uma viagem em direção oposta. Na busca por um novo habitat, cinco astronautas viajam pelo universo e exploram o planeta abandonado, “além do azul selvagem“. Quando retornam após 820 anos, a Terra está inabitada.

Como diretor do Novo Cinema Alemão, Werner Herzog é conhecido, sobretudo, pelos inquietantes  Aguirre – a Cólera dos Deuses, Nosferatu – o Fantasma da Noite ou Fitzcarraldo, com seus personagens rebeldes, solitários e incompreendidos.

A mostra Sou o que sou os meus filmes  dedica-se ao “outro Herzog” , exibindo 20 documentários do cineasta, divididos em cinco temáticas, como segue: Sobre Werner Herzog, Criação e Apocalipse, O Início e o Fim da Linguagem, Guerreiro e Perpetador e por último Decolagem e Queda.

Os documentários foram produzidos entre 1965 e 2005 e incluem desde Hércules, seu trabalho de estréia de 1965, passando por Balada de um Pequeno Soldado, de 1984, até o mais recente, comoAlém do Azul Selvagem, de 2005 e O Diamante Branco, de 2004.

 

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