GALO, 13 , da Série Jogo do Bicho do 1º ao 5º
Serigrafia (tinta vinílica extremamente brilhante) sobre papel de toque luxuoso, aveludado e muito branco Plike White
Matriz feita com filme de recorte rubi. 100% feito pelo próprio artista, incluindo a construção dos chassis de madeira.
72 x 51 cm
MMXII
Assinado
Ganha um adesivo de brinde: RESULTADO DO DIA (14,5 x 11 cm)
Dacosta, Milton (1915 - 1988)
Biografia
Milton Rodrigues da Costa (Niterói RJ 1915 - Rio de Janeiro RJ 1988). Pintor, desenhista, gravador, ilustrador. Inicia estudos de desenho e pintura em 1929 com o professor alemão August Hantv. No ano seguinte matricula-se no curso livre de Marques Júnior (1887 - 1960), na Escola Nacional de Belas Artes - Enba, que é fechada pela Revolução de 1930. Milton Dacosta, com Edson Motta (1910 - 1981), Bustamante Sá (1907 - 1988) e Ado Malagoli (1906 - 1994), entre outros, cria o Núcleo Bernardelli em 1931. Sua primeira exposição individual ocorre em 1936, no Rio de Janeiro. Nesse ano recebe menção honrosa no Salão Nacional de Belas Artes. Viaja para Estados Unidos em 1945, com o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Belas Artes do ano anterior. Na cidade de Nova York, estuda na Art’s Students League of New York. Em 1946, vai para Lisboa, e conhece Almada Negreiros (1893 - 1970) e Antonio Pedro (1909 - 1966). Após visita a vários países da Europa, fixa-se em Paris, onde estuda na Académie de La Grande Chaumière. Conhece Pablo Picasso (1881 - 1973), por intermédio de Cicero Dias (1907 - 2003), e freqüenta os ateliês de Georges Braque (1882 - 1963) e Georges Rouault (1871 - 1958). Expõe no Salon d'Automne e regressa ao Brasil em 1947. Em 1949, casa-se com a pintora Maria Leontina (1917-1984) e passa a residir em São Paulo. Na década de 1950, desenvolve uma obra de cunho construtivista, característica que muda na década seguinte; retorna ao figurativo com a série de gravuras coloridas em metal com o tema Vênus.
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UN PICCOLO OMAGGIO AL CAPO
Quando o cidadão Drummond - não aquele que foi ser gauche na vida, mas o Barão -, criou o jogo do bicho, nunca imaginaria que de sua criação surgiriam outros barões menos nobres.
Jamais concebera nossa fidalga figura que seus bichos e números fariam deputados, senadores, governadores e demais roedores multicoloridos e feios.
E aqui, no coração desértico dessa federação, o jogo do bicho sempre fez parte do cotidiano popular. Dinheiro foi ganho e perdido por apostadores que sonharam com a sogra e apostaram na cobra. Tão enraizado em nosso povo, que o número 24 virou sinônimo de homossexual, número esse que representa o veado, animal dos mais graciosos da natureza. Tomaria como cumprimento, melhor veado que leão devorador da carne alheia.
O jogo do bicho é contravenção, mas isso nunca impediu ninguém, nem por um dia sequer, de decifrar aquele sonho surreal e fazer sua apostinha. Vai que o bicho dá. E agora as apostas são eletrônicas e você pode confiar, afinal vale o que está escrito.
Texto e obras de Oscar Fortunato, especial para PlusGaleria.com